Já no final da tarde, faltando algumas poucas horas para a biblioteca encerrar suas atividades, uma leve fumaça, mais parecendo uma suave neblina, envolveu parte do recinto. De repente a fumaça ficou mais densa e então apareceu um grupo de pessoas, bem em frente ao humano que ali estudava, quebrando sua concentração. A jovem maga só apercebeu-se da situação quando o humano deu um leve grito de terror, enquanto o monge já punha-se de pé para averiguar a situação. Nesse momento o grupo invasor, composto de quatro pessoas, dispos-se ameaçadoramente ao redor do humano, o qual, ainda sentado, tremia envolto em terror. Aquele que parecia ser o chefe dos recém chegados, um goblinóide de pele amarronzada, vestindo um robe azul marinho e segurando uma adaga próximo ao pescoço do homem, falou:
- Então nos encontramos novamente, não é?
- oh.. aah.. o..o.. o que vocês querem de mim? - Disse o amedrontado humano, embora seu tom de voz revelasse consciência sobre o que ocorria.
- Você sabe muito bem o que queremos!! Kayla, o que está esperando? - Rugiu o goblinóide.
Nesse momento a jovem de longos cabelos avermelhados trajando um robe semelhante ao do seu mestre, que cobria todo seu corpo, começou a proferir as palavras de um encanto, revelando em seu rosto uma mancha cor de sangue que cobria a parte inferior de sua hemiface esquerda, dando um toque de terror a algo que poderia vir a ser muito belo. O funcionário da biblioteca começou a correr em direção à porta no mesmo instante em que a segunda jovem que compunha o grupo, loira, pele clara sem manchas visíveis, e vestida do mesmo modo que os demais, conjurou uma magia, tornando os músculos do infeliz funcionário rígidos e incapazes exercer sua função, fazendo com que o homem caísse ao chão, como uma estátua humana em cuja face foi gravada a expressão de terror. O quarto membro do grupo invasor em nenhum momento moveu-se, evidenciando apenas suas vestes longas e largas demais para revelar qualquer detalhe do corpo, associadas ao capuz que impedia a visualização do rosto. Quase simultaneamente ao baque surdo da queda do homem paralisado ao chão, a jovem ruiva terminou seu encantamento, exibindo uma expressão satisfeita, embora nada aparente tenha acontecido.
A maga, ainda sentada em seu lugar, percebeu, ao analisar os gestos e palavas proferidos pela ruiva, que o efeito mágico intencionado seria cancelar o encantamento permanente que havia na porta da sala em que se encontravam. Se a porta realmente era um portal mágico, como imaginava, eles provavelmente estariam presos, em algum local longe de Zullah, talvez até em outro plano de existência. Ao passo que a jovem maga continuou sentada acariciando seu morcego, não desejando enfrentar inimigos que não são seus, o monge, que já encontrava-se de pé, dirigiu-se ao grupo, mostrou o símbolo de Baiano bordado em seu peito e disse:
- O que vocês querem com o pobre homem? Deixem-no em paz!!
- Mas quem ousa se opor a nós? - sibilou a jovem loira - Fique longe do nosso caminho e nós não o mataremos, pelo menos não agora!
Nesse instante o goblin investiu sua adaga contra o pescoço do humano acuado, fazendo com que sangue jorrasse pelo local, parecendo deliciar-se com as manchas vermelhas em seu robe. O corpo inerte caiu ao chão formando uma poça de sangue no chão ao seu redor. O goblin mecheu no bolso do homem que acabara de matar, pegou algo do tamanho de uma peça de ouro e olhou para seus companheiros. O monge pareceu controlar um ímpeto de investir contra o grupo, temendo por sua vida. O funcionário ainda estava ao chão, paralisado em sua face de terror. A maga permanecia sentada, apenas olhando a situação. Foi quando a jovem de cabelos vermelhos começou a proferir um novo encantamento, desaparecendo do local instantes após, junto com seus companheiros. De relance a jovem maga apercebeu-se que todos os quatro invasores carregavam como adorno, bordado no peito do robe, um símbolo, bastante peculiar. Quase não recordou-se do que se tratava, porém um instante de sabedoria revelou-lhe que aquele grupo só poderia ser compostos de servos de Reisen, o deus da maldade. Pela face de terror, o monge servo de baiano, certamente, havia feito a mesma constatação.
Insatantes que pareceram horas se passaram, até que alguem ousasse se mecher. O monge dirigiu-se ao funcionário paralisado e constatou que este ainda encontrava-se vivo, apesar do encantamento que sobre ele foi lançado.
- Em breve a magia cessa e ele volta ao normal - Disse a jovem maga, ainda sentada em seu lugar.
Sem proferir uma palavra, o monge foi até o humano cuja garganta havia sido cortada, pesarosamente constatando o invetável, não havia mais fluxo de vida naquele corpo. Percebeu que na fivela do cinto do homem havia entalhado o símbolo de uma facção secreta de servos de Baiano, a Ordem de Olinda. Mentalizou se isso poderia ter algo relacionado com os acontecimento recentes, dando início, então, ao rito de passagem do pobre homem. Enquanto o meio elfo proferia um mantra pedindo que Baiano acolhesse a alma de seu servo, o corpo do funcionário da biblioteca amoleceu, sem, no entanto, recuperar a consciência. Pela primeira vez a jovem maga levantou-se e foi ver o que havia acontecido com o funcionário, juntamente com o monge. Este, que possuía alguns conhecimentos de curandeirismo, contatou que o homem estava engolindo algo que o impedia de respirar, mais precisamente, havia algo descendo voluntariamente por sua garganta, contudo não obteve sucesso em ajudá-lo. Após alguns instantes o homem cessou o esforço respiratório, estava aparentemente morto. Em seu abdome foram percebidos alguns movimentos estranhos, principalmente para alguém que havia acabado de morer. O monge decidiu averiguar o que poderia estar acontecendo, decidindo abrir aquele abdome, utilizando a espada pertencente ao homem atras do qual o grupo maligno viera, já que não carregava armas. Qual não foi a surpresa quando foi revelado, dentro do abdome do funcionário da biblioteca, uma espécie de larva, medindo cerca de 25 centímetros de comprimento, grossa como o punho de uma criança, alimentando-se das entranhas de seu hospedeiro. Nauseada, a maga virou-se enquanto o monge desferia um soco fatal naquela bizarra forma de vida parasita, fazendo saltar sangue, entranhas e partes de larva pelo local. Após encaminhar a alma do homem ao plano de Baiano, o monge falou, enquanto dirigia-se à porta:
- Meu nome é Gallin, servo de Baiano, creio que temos muito o que relatar às autoridades de segurança desse local.
- Me chamo Selena, porém não creio que essa tarefa será fácil.
Ao abrir a porta, invés de deparar-se com o esperado corredor, Gallin encontrou uma parede de pedra, ocupando todo o espaço de onde deveria haver uma passagem que levaria ao corredor no fim do qual estaria o balcão da elfa. Olhou ao redor e a única abertura na sala esculpida na pedra que pôde encontrar foi um buraco arredondado, de cerca de 30 centímetros de diâmetro, esculpido no teto, por onde sentiu entrar uma leve corrente de ar.
E assim, Gallin, o monge servo de Baiano, Selena, a maga, encontravam-se presos em uma das salas da biblioteca de Zullah, acompanhados apenas de milhares de livros, dois cadáveres e a necessidade de uma ótima idéia que pudesse tirá-los dali.
- Então nos encontramos novamente, não é?
- oh.. aah.. o..o.. o que vocês querem de mim? - Disse o amedrontado humano, embora seu tom de voz revelasse consciência sobre o que ocorria.
- Você sabe muito bem o que queremos!! Kayla, o que está esperando? - Rugiu o goblinóide.
Nesse momento a jovem de longos cabelos avermelhados trajando um robe semelhante ao do seu mestre, que cobria todo seu corpo, começou a proferir as palavras de um encanto, revelando em seu rosto uma mancha cor de sangue que cobria a parte inferior de sua hemiface esquerda, dando um toque de terror a algo que poderia vir a ser muito belo. O funcionário da biblioteca começou a correr em direção à porta no mesmo instante em que a segunda jovem que compunha o grupo, loira, pele clara sem manchas visíveis, e vestida do mesmo modo que os demais, conjurou uma magia, tornando os músculos do infeliz funcionário rígidos e incapazes exercer sua função, fazendo com que o homem caísse ao chão, como uma estátua humana em cuja face foi gravada a expressão de terror. O quarto membro do grupo invasor em nenhum momento moveu-se, evidenciando apenas suas vestes longas e largas demais para revelar qualquer detalhe do corpo, associadas ao capuz que impedia a visualização do rosto. Quase simultaneamente ao baque surdo da queda do homem paralisado ao chão, a jovem ruiva terminou seu encantamento, exibindo uma expressão satisfeita, embora nada aparente tenha acontecido.
A maga, ainda sentada em seu lugar, percebeu, ao analisar os gestos e palavas proferidos pela ruiva, que o efeito mágico intencionado seria cancelar o encantamento permanente que havia na porta da sala em que se encontravam. Se a porta realmente era um portal mágico, como imaginava, eles provavelmente estariam presos, em algum local longe de Zullah, talvez até em outro plano de existência. Ao passo que a jovem maga continuou sentada acariciando seu morcego, não desejando enfrentar inimigos que não são seus, o monge, que já encontrava-se de pé, dirigiu-se ao grupo, mostrou o símbolo de Baiano bordado em seu peito e disse:
- O que vocês querem com o pobre homem? Deixem-no em paz!!
- Mas quem ousa se opor a nós? - sibilou a jovem loira - Fique longe do nosso caminho e nós não o mataremos, pelo menos não agora!
Nesse instante o goblin investiu sua adaga contra o pescoço do humano acuado, fazendo com que sangue jorrasse pelo local, parecendo deliciar-se com as manchas vermelhas em seu robe. O corpo inerte caiu ao chão formando uma poça de sangue no chão ao seu redor. O goblin mecheu no bolso do homem que acabara de matar, pegou algo do tamanho de uma peça de ouro e olhou para seus companheiros. O monge pareceu controlar um ímpeto de investir contra o grupo, temendo por sua vida. O funcionário ainda estava ao chão, paralisado em sua face de terror. A maga permanecia sentada, apenas olhando a situação. Foi quando a jovem de cabelos vermelhos começou a proferir um novo encantamento, desaparecendo do local instantes após, junto com seus companheiros. De relance a jovem maga apercebeu-se que todos os quatro invasores carregavam como adorno, bordado no peito do robe, um símbolo, bastante peculiar. Quase não recordou-se do que se tratava, porém um instante de sabedoria revelou-lhe que aquele grupo só poderia ser compostos de servos de Reisen, o deus da maldade. Pela face de terror, o monge servo de baiano, certamente, havia feito a mesma constatação.
Insatantes que pareceram horas se passaram, até que alguem ousasse se mecher. O monge dirigiu-se ao funcionário paralisado e constatou que este ainda encontrava-se vivo, apesar do encantamento que sobre ele foi lançado.
- Em breve a magia cessa e ele volta ao normal - Disse a jovem maga, ainda sentada em seu lugar.
Sem proferir uma palavra, o monge foi até o humano cuja garganta havia sido cortada, pesarosamente constatando o invetável, não havia mais fluxo de vida naquele corpo. Percebeu que na fivela do cinto do homem havia entalhado o símbolo de uma facção secreta de servos de Baiano, a Ordem de Olinda. Mentalizou se isso poderia ter algo relacionado com os acontecimento recentes, dando início, então, ao rito de passagem do pobre homem. Enquanto o meio elfo proferia um mantra pedindo que Baiano acolhesse a alma de seu servo, o corpo do funcionário da biblioteca amoleceu, sem, no entanto, recuperar a consciência. Pela primeira vez a jovem maga levantou-se e foi ver o que havia acontecido com o funcionário, juntamente com o monge. Este, que possuía alguns conhecimentos de curandeirismo, contatou que o homem estava engolindo algo que o impedia de respirar, mais precisamente, havia algo descendo voluntariamente por sua garganta, contudo não obteve sucesso em ajudá-lo. Após alguns instantes o homem cessou o esforço respiratório, estava aparentemente morto. Em seu abdome foram percebidos alguns movimentos estranhos, principalmente para alguém que havia acabado de morer. O monge decidiu averiguar o que poderia estar acontecendo, decidindo abrir aquele abdome, utilizando a espada pertencente ao homem atras do qual o grupo maligno viera, já que não carregava armas. Qual não foi a surpresa quando foi revelado, dentro do abdome do funcionário da biblioteca, uma espécie de larva, medindo cerca de 25 centímetros de comprimento, grossa como o punho de uma criança, alimentando-se das entranhas de seu hospedeiro. Nauseada, a maga virou-se enquanto o monge desferia um soco fatal naquela bizarra forma de vida parasita, fazendo saltar sangue, entranhas e partes de larva pelo local. Após encaminhar a alma do homem ao plano de Baiano, o monge falou, enquanto dirigia-se à porta:
- Meu nome é Gallin, servo de Baiano, creio que temos muito o que relatar às autoridades de segurança desse local.
- Me chamo Selena, porém não creio que essa tarefa será fácil.
Ao abrir a porta, invés de deparar-se com o esperado corredor, Gallin encontrou uma parede de pedra, ocupando todo o espaço de onde deveria haver uma passagem que levaria ao corredor no fim do qual estaria o balcão da elfa. Olhou ao redor e a única abertura na sala esculpida na pedra que pôde encontrar foi um buraco arredondado, de cerca de 30 centímetros de diâmetro, esculpido no teto, por onde sentiu entrar uma leve corrente de ar.
E assim, Gallin, o monge servo de Baiano, Selena, a maga, encontravam-se presos em uma das salas da biblioteca de Zullah, acompanhados apenas de milhares de livros, dois cadáveres e a necessidade de uma ótima idéia que pudesse tirá-los dali.
