É de conhecimento semi-público que eu adoro ler, muito embora eu não costume escrever muito a respeito dos livros que leio. Confesso que sou leitora pseudo-intelectual, preferindo, estranhamente, ao invés de filosofias como Nietzsh (assim que escreve?), romances, desde o policial com Agatha Christie, médico com Robin Cook ou simplesmente romance mesmo, com Sidney Sheldon. Não sou adepta a escritores nacionais e minha verdadeira paixão paira nas histórias de fantasia medieval.
Sim, fantasia medieval, aí que está minha paixão e onde concentra-se minha última leitura. Forgotten Realms, A Jóia do Halfling, terceiro livro de uma trilogia, muito embora as obras pudessem ser separadas sem problemas, pois fora a cronologia nada torna a obra uma verdadeira trilogia, como Senhor dos Anéis. A saga não tem o que se chama de personagem principal, porém um deles cumpre esse papel muito bem, mais por sua personalidade que por ser o centro da história. Pra quem conhece ou virá a conhecer a obra, refiro-me ao drow (elfo negro) Drizzt Do'Urden, aquele que renegou suas vis origens e trocou o mundo subterrâneo e maléfico de seu povo pela superfície, onde vive de acordo com seus próprios princípios, porém rejeitado e pre-julgado devido à cor de sua pele, a qual reflete a fama (justificada) de seu povo. Não muito diferente dos dias atuais onde a cor da pele leva a pré-jugamentos, porém estes são baseados em puro preconceito, não na fama de todo um povo anterior.
Drizzt Do'Urden é um indivíduo que, apesar das aparências, conquista o respeito de quem quer que consiga aproximar-se o suficiente para conhecer-lhe a verdadeira índole. E, embora este fato em si nada tenha de simples, o motivo que leva a isso é estremamente singelo, Drizzt Do'Urden tem o coração puro, age de acordo com o que julga ser correto e tem um senso de noção (vulgo 'lawful') invejável. Entretanto, o motivo principal não é esse, mas sim a incrível capacidade que o renegado drow tem de demonstrar respeito para com as pessoas, não apenas seus adversários. É, respeito.
Eu mesma, sempre pensei que respeito era uma coisa que deveria ser conquistado e, a partir do momento que alguém o fizesse, tal pessoa seria digna de todo e qualquer esforço de minha parte, a começar com minha mais sincera amizade, lembrando que amigos, como eu tenho a capacidade de ser, são extremamente raros por aí. Entretanto, um pensamento desse tipo não deixa de ser megalomaníaco, pois parte do princípio que meu respeito é algo digno de ser conquistado.
Algo digno de ser conquistado, chega a ser engraçado, pois, na verdade, respeito é o mínimo que eu devo dar pra QUALQUER pessoa, partindo do princípio de que todos são dignos de, no mínimo, ser tratados com respeito. E é essa capacidade de respeitar as pessoas que faz com que Drizzt Do'Urden tenha um carater tão melhor que qualquer outra pessoa (muito embora ele seja um ser de carater fictício).
Quem sabe um dia eu consiga dispensar respeito às pessoas com quem tenho contato, sejam elas quem forem, pois somente com respeito é que se ganha respeito de volta. E eu tenho toda autoridade pra poder dizer, como é ruim ser desrespeitado e subestimado.