Todo mundo melhora após um término de namoro. Depois da tradicional fossa inicial, é claro. A gente chora, assiste filmes de romance acompanhada de uma panela de brigadeiro, vai à cafés tomar capuccino sozinha, dorme mal, descuida do melhor dia para ir ao cabeleireiro, fica tempos sem fazer as unhas ou depilação, não usa maquiagem. No fim das contas nos encontramos gordas, peludas, cheias de olheiras, o cabelo repleto de raízes e os dedos com mais cutícula que unha. A visão do inferno, sendo otimista.
Aí, quando a gente menos espera, vem aquela vontadezinha de subir depois de um fundo de poço bem aproveitado. A gente entra pra academia, decide fazer caminhadas diárias com o cachorro, volta a frequentar o salão de beleza, passa a fazer as unhas, adere à depilação radical só para experimentar e até muda a cor do cabelo, sem falar na maquiagem, que volta com força total. Os filmes são deixados de lado, capuccinos também, a programação agora é junto ao clube das solteiras. Até que a gente enche o saco de tudo isso e volta à programação normal.
Já de volta ao usual, a gente deixa de se preocupar tanto com o cabelo e a maquiagem, até ganha uns quilinhos de novo, se bobear. Volta a se preocupar com questões profissionais e o sábado chuvoso sozinha em casa vendo um filme (com ou sem brigadeiro) não é uma opção tão desencorajante como outrora (exceto, talvez, pra quem está demasiadamente preocupada com o peso). Com os fantasmas já exorcisados, começam a vir os dias em que os 15 minutos a serem dedicados à aparência passam a ser preciosos demais para o sono que jamais será suficiente, fazendo com que, inevitavelmente, cheguem os dias em que saímos de casa mal arrumadas, sem maquiagem, cabelo desgrenhado, com a cara inchada e repleta de olheiras.
Não sei vocês , mas eu costumo chamar esses dias de "dia de encontrar o amor da vida". Não que eu encontre um amor da vida toda vez que, por um motivo ou outro, saio de casa nesse estado (no mínimo, deplorável). Porém todas as vezes que encontrei um amor da vida em potencial (e que talvez tenha até sido o amor daquele período na minha vida), eu estava do modo supracitado pra pior. Claro que Murphy e eu temos uma relação demasiadamente íntima para que se tome esse exemplo como regra geral, mas vai dizer, as coisas sempre acontecem no pior momento possível, mesmo que seja algo muito e muito desejado. Obviamente não seria diferente com amores da vida... ou ofertas de emprego.
E e aí que, parando pra pensar, a gente percebe que não importa quantos quilos a gente ganhou nem quantas lágrimas rolaram nesse meio tempo, a gente simplesmente supera, as vezes até esquece, e segue vivendo. Conhece muitas outras pessoas, experimenta diversas outras comidas, vive incontáveis outras situações e enfrenta infinitas outras dificuldades, de peito aberto e rosto erguido, maquiada ou não. Até porque, sejamos francos, a vida fica muito mais fácil quando a gente se permite, permite engordar, permite chorar, permite curtir a fossa e, porque não, permite um dia de encontrar o amorda vida!
Aí, quando a gente menos espera, vem aquela vontadezinha de subir depois de um fundo de poço bem aproveitado. A gente entra pra academia, decide fazer caminhadas diárias com o cachorro, volta a frequentar o salão de beleza, passa a fazer as unhas, adere à depilação radical só para experimentar e até muda a cor do cabelo, sem falar na maquiagem, que volta com força total. Os filmes são deixados de lado, capuccinos também, a programação agora é junto ao clube das solteiras. Até que a gente enche o saco de tudo isso e volta à programação normal.
Já de volta ao usual, a gente deixa de se preocupar tanto com o cabelo e a maquiagem, até ganha uns quilinhos de novo, se bobear. Volta a se preocupar com questões profissionais e o sábado chuvoso sozinha em casa vendo um filme (com ou sem brigadeiro) não é uma opção tão desencorajante como outrora (exceto, talvez, pra quem está demasiadamente preocupada com o peso). Com os fantasmas já exorcisados, começam a vir os dias em que os 15 minutos a serem dedicados à aparência passam a ser preciosos demais para o sono que jamais será suficiente, fazendo com que, inevitavelmente, cheguem os dias em que saímos de casa mal arrumadas, sem maquiagem, cabelo desgrenhado, com a cara inchada e repleta de olheiras.
Não sei vocês , mas eu costumo chamar esses dias de "dia de encontrar o amor da vida". Não que eu encontre um amor da vida toda vez que, por um motivo ou outro, saio de casa nesse estado (no mínimo, deplorável). Porém todas as vezes que encontrei um amor da vida em potencial (e que talvez tenha até sido o amor daquele período na minha vida), eu estava do modo supracitado pra pior. Claro que Murphy e eu temos uma relação demasiadamente íntima para que se tome esse exemplo como regra geral, mas vai dizer, as coisas sempre acontecem no pior momento possível, mesmo que seja algo muito e muito desejado. Obviamente não seria diferente com amores da vida... ou ofertas de emprego.
E e aí que, parando pra pensar, a gente percebe que não importa quantos quilos a gente ganhou nem quantas lágrimas rolaram nesse meio tempo, a gente simplesmente supera, as vezes até esquece, e segue vivendo. Conhece muitas outras pessoas, experimenta diversas outras comidas, vive incontáveis outras situações e enfrenta infinitas outras dificuldades, de peito aberto e rosto erguido, maquiada ou não. Até porque, sejamos francos, a vida fica muito mais fácil quando a gente se permite, permite engordar, permite chorar, permite curtir a fossa e, porque não, permite um dia de encontrar o amorda vida!