Nesse mundo globalizado não há quem não tenha ouvido falar no tal do "efeito sanfona". Pelo menos na televisão ou revista de fofoca, daquelas que indicam dietas milagrosas para perder 6kg em uma semana. Aos desavisados (o texto tem que ser completo, né?), sanfona é aquele instrumento musical (da pra chamar assim?) que se parece muito com uma mola, o qual aumenta e dimunui expulsando o ar e gerando som, estando ora grande e ora pequeno (a google não vai interpretar isso como pornográfico e deletar meu blog, vai?).
Pornografias à parte, eu sou exemplo vivo do efeito sanfona no peso. Lembro bem que com 13 anos pesava 62 Kg, e me achava uma baleia (e era, pelo menos comparada às pequenas meninas de 13 anos que circundavam meu habitat). Aí entrei pro CEFET e perdi um pouco do controle do peso, porém nunca esquecerei da apresentação de teatro em que fui um passarinho (bizarro, né?), antes da qual me pesei e figuravam 75Kg na balança. Aí os anos passaram, até que no final de 2008 a balança dizia que eu acrescentava à Terra 68Kg, o que particularmente bom para uma mulher grande e alta como eu. E aí, mês passado, no ambulatório, por curiosidade, subi na balança. Independente do frio e das muitas roupas que eu usava (calça jeans, bota, sobrepele, blusa gola alta, básica de lã e jaleco), o número que me encarava era 77,5.
Decidi que era MESMO a hora de comçar uma dieta, cortar os chocolates-quentes (maldito hífen) diários, diminuir o chocolate e ponderei até começar a comer salada. Comprei frutas, granola, iogurte light e tentei convencer a mim mesma que comer pouco de 3 em 3 horas iria satisfazer minha gula. Também decidi que caminharia 1 hora por dia (até porque academia foge do meu orçamento de universitária pobre). Caminhar diariamente nunca consegui, afinal é inverno, eu moro em Pelotas e curso Medicina. É frio, chove e eu costumo chegar em casa depois das 7 da noite. Mas a dieta até que durou uma semana, quando o estresse de uma vida fadada à encomodação sobrepôs meu repúdio pelo espelho.
Não sei vocês, mas entrar em cirurgia às 13:30h e sair da mesma às 21:30h ininterruptamente (leia-se: sem comer, sem fazer xixi, sem sentar e sem coçar o nariz) é o tipo de coisa que faz com que eu chegue em casa, além de 30 minutos depois (afinal eu não tenho carro e ando a pé), querendo comer o que aparecer pela frente, compulsivamente, em meio às lagrimas de irritação. Resumindo, é humanamente impossível para alguém emocionalmente instável como eu conseguir comer regularmente (e pouco) quando buracos cronicamente vazios na minha existência só são completados com comida.
Filosofias de banheiro à parte, eu deprimo e como, como e deprimo. É um ciclo vicioso que me deixa cada vez mais deprimida e cada vez mais gorda. Não é pedir demais conseguir despachar uns 10 quilinhos... é? Só preciso achar onde quebrar essa corrente... Até porque, gravem o que estou dizendo, na primeira oportunidade que a pobreza sair da minha vida (que eu espero que aconteça em no máximo 2 anos), eu vou fazer uma lipoaspiração. Bem que a minha sanfona podia permanecer fechada e quietinha, né?
Pornografias à parte, eu sou exemplo vivo do efeito sanfona no peso. Lembro bem que com 13 anos pesava 62 Kg, e me achava uma baleia (e era, pelo menos comparada às pequenas meninas de 13 anos que circundavam meu habitat). Aí entrei pro CEFET e perdi um pouco do controle do peso, porém nunca esquecerei da apresentação de teatro em que fui um passarinho (bizarro, né?), antes da qual me pesei e figuravam 75Kg na balança. Aí os anos passaram, até que no final de 2008 a balança dizia que eu acrescentava à Terra 68Kg, o que particularmente bom para uma mulher grande e alta como eu. E aí, mês passado, no ambulatório, por curiosidade, subi na balança. Independente do frio e das muitas roupas que eu usava (calça jeans, bota, sobrepele, blusa gola alta, básica de lã e jaleco), o número que me encarava era 77,5.
Decidi que era MESMO a hora de comçar uma dieta, cortar os chocolates-quentes (maldito hífen) diários, diminuir o chocolate e ponderei até começar a comer salada. Comprei frutas, granola, iogurte light e tentei convencer a mim mesma que comer pouco de 3 em 3 horas iria satisfazer minha gula. Também decidi que caminharia 1 hora por dia (até porque academia foge do meu orçamento de universitária pobre). Caminhar diariamente nunca consegui, afinal é inverno, eu moro em Pelotas e curso Medicina. É frio, chove e eu costumo chegar em casa depois das 7 da noite. Mas a dieta até que durou uma semana, quando o estresse de uma vida fadada à encomodação sobrepôs meu repúdio pelo espelho.
Não sei vocês, mas entrar em cirurgia às 13:30h e sair da mesma às 21:30h ininterruptamente (leia-se: sem comer, sem fazer xixi, sem sentar e sem coçar o nariz) é o tipo de coisa que faz com que eu chegue em casa, além de 30 minutos depois (afinal eu não tenho carro e ando a pé), querendo comer o que aparecer pela frente, compulsivamente, em meio às lagrimas de irritação. Resumindo, é humanamente impossível para alguém emocionalmente instável como eu conseguir comer regularmente (e pouco) quando buracos cronicamente vazios na minha existência só são completados com comida.
Filosofias de banheiro à parte, eu deprimo e como, como e deprimo. É um ciclo vicioso que me deixa cada vez mais deprimida e cada vez mais gorda. Não é pedir demais conseguir despachar uns 10 quilinhos... é? Só preciso achar onde quebrar essa corrente... Até porque, gravem o que estou dizendo, na primeira oportunidade que a pobreza sair da minha vida (que eu espero que aconteça em no máximo 2 anos), eu vou fazer uma lipoaspiração. Bem que a minha sanfona podia permanecer fechada e quietinha, né?
Cris, não sabes o quanto eu te entendo. Neste exato momento estou na frente do computador muitíssimo deprimida e comendo por isso. Fazer dieta é a coisa mais horripilante que existe, e pra mim é muito difícil. Sabes que sou diabética, e nesses seis anos de 'parceria' eu nunca me preocupei com ela, pelo contrário: cmia doce feito condenada. Mas nos últimos 8 meses eu estou tentando seguir uma dieta (mais pela saúde que pela estética), e realmente consegui grandes avanços. Mas é algo muito, muito chato e deprimente. E dá mais vontade de comer. Realmente é um inferno. Mexeu na minha comida, mexeu comigo, e muito sério. Por que nós mulheres temos este mal? Pra 'eles' parece tão mais fácil... Mundo injusto, esse...
ResponderExcluirMinha linda, só posso te desejar uma boa sorte na carreira que escolheste e muita força de vontade para não sucumbir ao estresse do dia-a-dia. Um super beijo!!! Qualquer coisa, msn!!!
^^
Miga linda, eu também to nessas de engordar e emagrecer. É um saco... parece que a ansiedade faz a gente querer botar toda a comida do mundo pra dentro.
ResponderExcluirMas guenta firme. Um dia a gente faz dieta, lipo e tudo mais e fica tudo em ordem.
Só que não deves esquecer o quanto tu és bonita. Além do mais, magreza ser sinônimo de perfeição é coisa da mídia.
Bjos, te amo.