Seio Bom X Seio Mau. Bebês têm fome. Ter fome é uma coisa ruim. Se me deixam ter fome, querem o meu mal. Seio muito mau este que abandona-me e permite que eu sofra dessa maneira cruel: fome. Tenho raiva. Choro odiando aquele seio mau que quer apenas meu mal. Eis, então, que surge um segundo seio, mas este, por sua vez, é incrivelmente bom. Sana meus desejos e de mim tira os sentimentos ruins: a fome. Deleito-me de prazer, deliciado com tamanha bondade. Amo esse seio incrivelmente bom que para mim só deseja o bem. Qual não é, então, minha surpresa, quando enfim descubro que a melhor a pior coisa que poderiam existir, aquela que mais amo e aquela que mais odeio, na verdade, não passam de duas faces de apenas um só. Como é possível que algo tão horrendo e que a mim tanto odeia reciprocamente, possa ser também aquela coisa maravilhosa, a que tanto amo também reciprocamente, e que de mim tira todos os males? Sinto fome e odeio com todas as minhas forças, tenho minhas angústias sanadas e amo, do modo maior e mais puro que pode existir. E então culpo-me por ter tido a audácia de odiar aquilo que tanto bem me tras. Como é possível que bem e mal estejam assim reunidos em um só? Como é possível que amor e ódio possam ser assim direcionados para um só? Sofro, odeio, recebo, amo, culpo-me.
Novamente eu, exemplar ortodoxo dos Homo Sapiens sapiens, experimento sentimentos de dualidade carregados de amor, ódio e, consequentemente, culpa. A diferença é que o foco ansiogênico dessa vez não é o 'seio bom X seio mau', nem 'aquela mãe maravilhosa que me cuida X aquela bruxa medonha que quer roubar aquele maravilhoso homem (vulgo pai) de mim', nem qualquer outro conflito puramente inconsciente que povoa de ansiedade o desenvolvimento infantil e adulto jovem. Meu conflito, paradoxalmente, é puramente consciente e tange aquilo sem o qual eu não teria conhecimento sobre o que falo. Bendita X Maldita Psicologia (Médica IV).
É estranho. Sim, eu simplesmente AMO entender o funcionamento de coisas que, até então, pareciam totalmente sem sentido, ou pior, sem significado, sem alguma explicação mais convincente do que um apenas "é porque é". Por exemplo, algumas características do universo masculino contrastadas com o universo feminino, as quais finalmente adquiriram algum significado. Sendo mais específica: machos, por não perderem muito tempo de sua vida reprodutiva gestando, em geral não têm preocupações quanto ao bem estar da prole, de modo que seu intuito principal é espraiar seus genes, ao passo que as fêmeas tem por obrigação natural, além de cuidar da prole, escolher um macho com a melhor genética, para que, assim, os decendentes sejam o mais geneticamente perfeitos possível. Isso explica porque a poligamia é naturalmente masculina, bem como porque as mulheres são (e devem ser) muito mais seletivas quanto a seus parceiros em potencial. Tudo isso sem mencionar que os parceiros preferenciais são aqueles geneticamente mais perfeitos, e como o genótipo se manifesta através do fenótipo, não é de se estranhar que a aparência física conte tantos pontos para a fatídica escolha. Mulheres com medida da cintura de 80% do quadril e seios fartos, juntamente com os homens altos, fortes e de ombros largos, tendem a ser melhores reprodutores que seus companheiros de gênero sem tais características de simetria.
Falando em escolher pares pelo melhor fenótipo, outra manifestação genotípica são os feromônios, que nada mais são do que fragrâncias naturais geradas pela degradação bacteriana do suor em locais de junção pele-cabelo (cabeça, axila e região pubiana). Através desse cheiro característico de cada indivíduo temos a capacidade de perceber, ainda que inconscientemente, aqueles cheiros que são mais próximos ou mais distantes da nossa genética, de modo que os aromas mais agradáveis a nosso olfato serão, certamente, aqueles cuja genética é mais distante da nossa. A natureza é mesmo muito sábia, afinal qual lucro ela teria em heranças recessivas combinadas gerando indivíduos portadores de anomalias? Claro que heranças recessivas de qualidades também poderiam ser herdadas... mas, vale a pena a tentativa? Em comunidades isoladas (cruzamentos consanguíneos obrigatórios) com certeza, mas esse não parece ser nosso caso. Não mais.
Ainda falando em feromônios, chega a ser engraçado analisar os ditos rituais de sedução, tipo conversa ao pé de ouvido, dança com os braços levantados, abraços apertados e situações afins. Maneira totalmente inconsciente porém imensamente clara de fazer nossos íntimos e pessoais cheiros chegarem nos narizes daqueles que gostaríamos que os sentissem, e agradassem-se, é claro. Mais uma vez espanto-me com a sapiência da natureza.
Voltando para as escolhas, nada mais natural que cada um escolha parceiro que melhor lhe convém. Fêmeas precisam de um companheiro que lhes auxilie com a prole, alguém discorda que o fulgor da juventude masculina só iria atrapalhar esse auxílio? Nada mais natural que as mulherem tenham a tendência a procurar homens mais velhos, por consequinte mais estáveis. Já os homens precisam de uma fêmea boa reproduta, capacidade que, comprovadamente, diminui com o avançar da idade. Logicamente é natural que os homens tenham melhores olhos para as fêmeas mais jovens. Não é a toa que a preferência geral sejam as loiras (símbolo de juventude, afinal o cabelo escurece com a maturidade sexual), com pernas e axilas depiladas (lembrando pernas e axilas infantis).
E ainda tem toda a questão de o par perfeito ser a imagem do genitor de sexo oposto. A coisa não funciona bem assim como estamos acostumados a ouvir. Simplesmente nós montamos nossoo conceito de certo e errado, bom ou ruim com base naquilo que temos contato durante nosso desenvolvimento, de modo que nossos perfis de parceio ideal serão contruídos com base naquelas experiências que tivemos, não necessariamente com o pai, mas com qualquer pessoas do sexo oposto com quem tivemos contato, pais, irmãos, tios, vizinhos, primos, e etc. O tipo de relacionamento vai definir se encaramos aquilo como bom ou ruim. E não é que faz sentido?
É, eu simplesmente AMO entender o funcionamento de coisas que, até então, pareciam totalmente sem sentido, mas ao mesmo tempo uma coisa bem ruim me invade. Uma sensação de que eu não sou eu, que sou totalmente governada por coisas que não conheço, não entendo e o que é pior, não controlo. No fundo eu não passo de sinapses elétricas, interações bioquímicas, entra sódio e sai potássio. E aí vem a pergunta que não quer calar, conhecer o razão e o funcionamento de algumas coisas compensa a sensação de ser ínfima e impotente até mesmo sobre mim mesma?
Novamente eu, exemplar ortodoxo dos Homo Sapiens sapiens, experimento sentimentos de dualidade carregados de amor, ódio e, consequentemente, culpa. A diferença é que o foco ansiogênico dessa vez não é o 'seio bom X seio mau', nem 'aquela mãe maravilhosa que me cuida X aquela bruxa medonha que quer roubar aquele maravilhoso homem (vulgo pai) de mim', nem qualquer outro conflito puramente inconsciente que povoa de ansiedade o desenvolvimento infantil e adulto jovem. Meu conflito, paradoxalmente, é puramente consciente e tange aquilo sem o qual eu não teria conhecimento sobre o que falo. Bendita X Maldita Psicologia (Médica IV).
É estranho. Sim, eu simplesmente AMO entender o funcionamento de coisas que, até então, pareciam totalmente sem sentido, ou pior, sem significado, sem alguma explicação mais convincente do que um apenas "é porque é". Por exemplo, algumas características do universo masculino contrastadas com o universo feminino, as quais finalmente adquiriram algum significado. Sendo mais específica: machos, por não perderem muito tempo de sua vida reprodutiva gestando, em geral não têm preocupações quanto ao bem estar da prole, de modo que seu intuito principal é espraiar seus genes, ao passo que as fêmeas tem por obrigação natural, além de cuidar da prole, escolher um macho com a melhor genética, para que, assim, os decendentes sejam o mais geneticamente perfeitos possível. Isso explica porque a poligamia é naturalmente masculina, bem como porque as mulheres são (e devem ser) muito mais seletivas quanto a seus parceiros em potencial. Tudo isso sem mencionar que os parceiros preferenciais são aqueles geneticamente mais perfeitos, e como o genótipo se manifesta através do fenótipo, não é de se estranhar que a aparência física conte tantos pontos para a fatídica escolha. Mulheres com medida da cintura de 80% do quadril e seios fartos, juntamente com os homens altos, fortes e de ombros largos, tendem a ser melhores reprodutores que seus companheiros de gênero sem tais características de simetria.
Falando em escolher pares pelo melhor fenótipo, outra manifestação genotípica são os feromônios, que nada mais são do que fragrâncias naturais geradas pela degradação bacteriana do suor em locais de junção pele-cabelo (cabeça, axila e região pubiana). Através desse cheiro característico de cada indivíduo temos a capacidade de perceber, ainda que inconscientemente, aqueles cheiros que são mais próximos ou mais distantes da nossa genética, de modo que os aromas mais agradáveis a nosso olfato serão, certamente, aqueles cuja genética é mais distante da nossa. A natureza é mesmo muito sábia, afinal qual lucro ela teria em heranças recessivas combinadas gerando indivíduos portadores de anomalias? Claro que heranças recessivas de qualidades também poderiam ser herdadas... mas, vale a pena a tentativa? Em comunidades isoladas (cruzamentos consanguíneos obrigatórios) com certeza, mas esse não parece ser nosso caso. Não mais.
Ainda falando em feromônios, chega a ser engraçado analisar os ditos rituais de sedução, tipo conversa ao pé de ouvido, dança com os braços levantados, abraços apertados e situações afins. Maneira totalmente inconsciente porém imensamente clara de fazer nossos íntimos e pessoais cheiros chegarem nos narizes daqueles que gostaríamos que os sentissem, e agradassem-se, é claro. Mais uma vez espanto-me com a sapiência da natureza.
Voltando para as escolhas, nada mais natural que cada um escolha parceiro que melhor lhe convém. Fêmeas precisam de um companheiro que lhes auxilie com a prole, alguém discorda que o fulgor da juventude masculina só iria atrapalhar esse auxílio? Nada mais natural que as mulherem tenham a tendência a procurar homens mais velhos, por consequinte mais estáveis. Já os homens precisam de uma fêmea boa reproduta, capacidade que, comprovadamente, diminui com o avançar da idade. Logicamente é natural que os homens tenham melhores olhos para as fêmeas mais jovens. Não é a toa que a preferência geral sejam as loiras (símbolo de juventude, afinal o cabelo escurece com a maturidade sexual), com pernas e axilas depiladas (lembrando pernas e axilas infantis).
E ainda tem toda a questão de o par perfeito ser a imagem do genitor de sexo oposto. A coisa não funciona bem assim como estamos acostumados a ouvir. Simplesmente nós montamos nossoo conceito de certo e errado, bom ou ruim com base naquilo que temos contato durante nosso desenvolvimento, de modo que nossos perfis de parceio ideal serão contruídos com base naquelas experiências que tivemos, não necessariamente com o pai, mas com qualquer pessoas do sexo oposto com quem tivemos contato, pais, irmãos, tios, vizinhos, primos, e etc. O tipo de relacionamento vai definir se encaramos aquilo como bom ou ruim. E não é que faz sentido?
É, eu simplesmente AMO entender o funcionamento de coisas que, até então, pareciam totalmente sem sentido, mas ao mesmo tempo uma coisa bem ruim me invade. Uma sensação de que eu não sou eu, que sou totalmente governada por coisas que não conheço, não entendo e o que é pior, não controlo. No fundo eu não passo de sinapses elétricas, interações bioquímicas, entra sódio e sai potássio. E aí vem a pergunta que não quer calar, conhecer o razão e o funcionamento de algumas coisas compensa a sensação de ser ínfima e impotente até mesmo sobre mim mesma?