Entretanto a certeza de que se o indivíduo realmente quisesse teria encontrado uma maneira de te contactar não significa, necessariamente, que o papel de correr atras tenha que ser exclusivamente masculino. Até porque "correr atras", além de extremamente relativo, é uma coisa que depende de vontade. E vontade, meus caros, é algo quantitativo, com um inifnito espectro de possibilidades entre o sim e o não.
Explico-me. O gostosão não te procurou, porém isso não quer dizer, necessariamente, que ele não está afim de ti, apenas que ele não está tão afim a ponto de abalar aquela bundinha que tanto te fascinou do sofá ao telefone, ou msn ou fogueira para sinais de fumaça. Claro que ao fator vontade se soma o fator limiar de disparo, cada homem tem o seu e tem uns que precisam ter encontrado a mulher dos sonhos para tomar alguma atitude. E, infelizmente, não são todos os dias que acordamos com o perfil de "dos sonhos" de alguém.
Mergulhada em tantas possibilidades a gente não tem mesmo como saber o que se passa naquela cabeça de testosterona, não na de cima, pelo menos, pois na de baixo as possibilidades são poucas e a opção é padrão. Daqui pra frente depende muito do que tu te permites fazer, qual o teu limiar de disparo e o quão afim do rapaz tu estas, lembrando que a regra da quantatividade e multiplicação de fatores também se aplica aqui, numa média ponderada, exatamente do mesmo modo como se aplica para eles.
Eu, particularmente, ansiosa como só a Cristine sabe ser, sofro muito mais com a espera do que com a rejeição direta, assim sendo, se eu estou afim de ver o cara eu ligo, mando mensagem, chamo no msn, só sinal de fumaça que nunca tentei. E por mais que eu pense só consigo ver vantagens, pois do 'não' abreviei a espera, suprimi a angústia e logo parti pro próximo. Do 'sim', vivi maravilhosos (e alguns nem tão maravilhosos assim) momentos que, se não o prazer esperado, trouxeram aprendizados que ninguém senão eu mesma poderia ter trazido à minha vida.
Portanto, eu corro atras sem medo de ser feliz, afinal quem pilota minha vida sou eu. Chego a sentir-me nauseada só de pensar na possibilidade de entregar nas mãos de uma ficada qualquer a direção do meu dia seguinte, ou semana, ou vida toda, não tem como saber. É claro que durante a tentativa apego-me à possibilidade de alto limiar de disparo de investida da criatura, porém mantenho sempre em mente que a possibilidade de o cara realmente não estar tão afim de mim existe e eu vou ter que lidar com ela caso se revele verdadeira, doa o quanto doer.
Até porque, como já muito bem dito por Shakespeare, podemos cuidar do nosso jardim e esperar que a vida faça o resto. As técnicas de jardianagem é que cada um escolhe a sua.



