Hoje já acordei cansada da dor que dói, da mulher que sofre, da criança que chora. Já levantei farta do amor escondido, da paixão fatigável, do desejo duvidoso, do pessimismo irrepreensível. Eu ando tão cansada de vislumbrar o sol por entre as grades da prisão que eu mesma construí, juntando as pedras que tanto atrapalham meu caminho, escrava açoitada da minha própria identidade. E daqui desse canto frio e úmido tão assustadoramente (m)eu o sol nasce quadrado, escondendo parcialmente as olheiras oriundas de sentimentos que inutilmente tento enforcar, abortar, chutar para baixo do tapete todos os dias.
Eu não sei ser simpática, nem conquistar o bem querer na primeira olhada. Eu não sei conquistar ou agradar um homem, tampouco sei fazê-lo voltar, depois de já não ter conseguido fazer com que não quisesse ir. Eu não sei distribuir sorrisos amarelos e fingir que está tudo bem quando na verdade não está, não sei sufocar a mágoa, não sei maquiar a dor. Muitas vezes também não sei matar no osso do peito a vontade de mandar lá pr'aquele lugar todas essas pessoas com suas mentiras e manipulações e erros e má vontades.
Ah, se tu soubesse que eu não sei viver sem trilha sonora. Se tu soubesse o quanto eu sou egoísta. Se tu soubesse, meu moreno, o quanto eu mudei por ti e pra ti, e que mesmo assim eu ainda sou uma garota problema. Se tu soubesse que meus gritos a todos os ventos de como és sortudo por me ter nada mais são que uma camuflagem para minha insegurança infantil. Se tu soubesse a importância que tem sono nos teus braços, o valor do sorvete sob as cobertas no frio quase inverno. Se tu soubesse como eu gosto do teu cabelo, teu rosto que chamas de torto, teus lábios masculinos desprovidos de carne, cada uma das tuas imperfeitas perfeições. Se tu soubesse o quanto dói teu pessimismo e o quanto eu me esmero, ainda que pouco aparente, para dar o meu melhor.
Sabe, decorei as paredes da minha cela com kriptonita, mas também aprendi a nadar no meu próprio lago de lágrimas. E é assim que eu levanto todos os dias de manhã - as vezes à tarde, é bem verdade - , sendo uma epifania do que poderia ter sido se fosse diferente algo que eu não sei o que é. Mas faça-me um favor, um em especial, dentre todos os que ainda pedirei até o resto dos nossos dias, defendas sempre esse amor que a maioria das pessoas diz não existir apenas para ter sobre o que lamentar. Porque se meu ponto de partida não fosse crer que é real e possível, não teria dado-me o luxo de entrar na competição. Dez anos separam-nos da nossa promessa. Prometa fazer o teu melhor para cumpri-la. Prometo o mesmo.
Eu não sei ser simpática, nem conquistar o bem querer na primeira olhada. Eu não sei conquistar ou agradar um homem, tampouco sei fazê-lo voltar, depois de já não ter conseguido fazer com que não quisesse ir. Eu não sei distribuir sorrisos amarelos e fingir que está tudo bem quando na verdade não está, não sei sufocar a mágoa, não sei maquiar a dor. Muitas vezes também não sei matar no osso do peito a vontade de mandar lá pr'aquele lugar todas essas pessoas com suas mentiras e manipulações e erros e má vontades.
Ah, se tu soubesse que eu não sei viver sem trilha sonora. Se tu soubesse o quanto eu sou egoísta. Se tu soubesse, meu moreno, o quanto eu mudei por ti e pra ti, e que mesmo assim eu ainda sou uma garota problema. Se tu soubesse que meus gritos a todos os ventos de como és sortudo por me ter nada mais são que uma camuflagem para minha insegurança infantil. Se tu soubesse a importância que tem sono nos teus braços, o valor do sorvete sob as cobertas no frio quase inverno. Se tu soubesse como eu gosto do teu cabelo, teu rosto que chamas de torto, teus lábios masculinos desprovidos de carne, cada uma das tuas imperfeitas perfeições. Se tu soubesse o quanto dói teu pessimismo e o quanto eu me esmero, ainda que pouco aparente, para dar o meu melhor.
Sabe, decorei as paredes da minha cela com kriptonita, mas também aprendi a nadar no meu próprio lago de lágrimas. E é assim que eu levanto todos os dias de manhã - as vezes à tarde, é bem verdade - , sendo uma epifania do que poderia ter sido se fosse diferente algo que eu não sei o que é. Mas faça-me um favor, um em especial, dentre todos os que ainda pedirei até o resto dos nossos dias, defendas sempre esse amor que a maioria das pessoas diz não existir apenas para ter sobre o que lamentar. Porque se meu ponto de partida não fosse crer que é real e possível, não teria dado-me o luxo de entrar na competição. Dez anos separam-nos da nossa promessa. Prometa fazer o teu melhor para cumpri-la. Prometo o mesmo.