Não importa muito que tipo de namorada tu foste, nem quanto tempo durou o relacionamento, toda ex-namorada é igual. As apaixonadas, as amantes, as mandonas, as ciumentas, as recalcadas, as desligadas e também as desinteressadas após um período de relacionamento, seja de um mês ou dez anos, inexoravelmente vão propiciar a si mesmas uma dia princesa. É como se todas fossem para o programa da Marcia Goldschmit e ao xingar o ex de safado, cachorro e bastardo ganhassem de brinde uma transformação. Barba, cabelo e bigode.
Tem quem entre para a academia, pra ioga e pro pilates. Se bobear até contraram um personal. Na balança constam uns 5 quilos a menos. No guarda roupa muitos sapatos, bolsas e roupas a mais. Há até quem mude de estilo, abandonam o coturno, aderem às madeixas loiras, alisam os crespos, encrespam os lisos, abusam dos decotes, aderem às estampas, optam pelo preto, ressucitam o salto alto, reintegram o bico fino. Viram clientes de carteirinha de botecos, tornam-se fãs de cerveja sem colarinho. Há até quem dê uma variada no gosto musical e, por que não, reintere-se avidamente das notícias do futebol mundial.
Ex-namorada é uma pessoa inteiramente nova, com uma vida inteiramente modificada e uma aparência inteiramente realçada. Beirando o irreconhecível, quiçá. É uma enorme energia despreendida, a qual vem sabe-se la de onde e alimenta-se sabe-se la de que, tudo em prol da tal volta por cima que tanto falam por aí. O que provavelmente pouca gente parou para pensar é que, se corretamente canalizada, essa energia toda que só agora veio à tona poderia ter dado um rumo completamente diferente à relação falida que tanto sofrimento e, por consequencia, mudança gerou.
Assistir ao jogo de futebol quarta de noite? Só levou a cara feia. Boteco com os amigos dele em um fim de tarde? Minutos contados e bastante falta de elegância. Cerveja? Eca, mijo de cavalo, quero é ir pra casa logo. Academia, então? O marasmo televisivo no sofá é mais convidativo, mulher tem que ter o que apertar, e ele nem sabe diferenciar estria de celuite, mesmo. Saia curta, decote ousado, maquiagem realçada? Não tem necessidade a essa altura da relação. Dormir melecada, sexo matinal, boquete só pra agradar? Nem por decreto presidencial. Vida sexual ativa é artigo de luxo.
E aquela pitada de boa vontade mínima necessária pra manter acesa a chama da relação foi parar lá no fundo do baú, juntamente com o romantismo e motivação pela diária batalha de fazer dar certo. Namoro nenhum acha seu rumo no piloto automático, e bússola pra convivência só ajuda se as partes se derem, ao menos, o trabalho de procurar seu norte conjunto. E de herança fica apenas a amarga a sensação de que o que faltou foi nada mais que energia e boa vontade. Energia que sempre existiu, porém deu vazão apenas agora. Mudar tanto tão tarde vale a pena tanto assim?
Tem quem entre para a academia, pra ioga e pro pilates. Se bobear até contraram um personal. Na balança constam uns 5 quilos a menos. No guarda roupa muitos sapatos, bolsas e roupas a mais. Há até quem mude de estilo, abandonam o coturno, aderem às madeixas loiras, alisam os crespos, encrespam os lisos, abusam dos decotes, aderem às estampas, optam pelo preto, ressucitam o salto alto, reintegram o bico fino. Viram clientes de carteirinha de botecos, tornam-se fãs de cerveja sem colarinho. Há até quem dê uma variada no gosto musical e, por que não, reintere-se avidamente das notícias do futebol mundial.
Ex-namorada é uma pessoa inteiramente nova, com uma vida inteiramente modificada e uma aparência inteiramente realçada. Beirando o irreconhecível, quiçá. É uma enorme energia despreendida, a qual vem sabe-se la de onde e alimenta-se sabe-se la de que, tudo em prol da tal volta por cima que tanto falam por aí. O que provavelmente pouca gente parou para pensar é que, se corretamente canalizada, essa energia toda que só agora veio à tona poderia ter dado um rumo completamente diferente à relação falida que tanto sofrimento e, por consequencia, mudança gerou.
Assistir ao jogo de futebol quarta de noite? Só levou a cara feia. Boteco com os amigos dele em um fim de tarde? Minutos contados e bastante falta de elegância. Cerveja? Eca, mijo de cavalo, quero é ir pra casa logo. Academia, então? O marasmo televisivo no sofá é mais convidativo, mulher tem que ter o que apertar, e ele nem sabe diferenciar estria de celuite, mesmo. Saia curta, decote ousado, maquiagem realçada? Não tem necessidade a essa altura da relação. Dormir melecada, sexo matinal, boquete só pra agradar? Nem por decreto presidencial. Vida sexual ativa é artigo de luxo.
E aquela pitada de boa vontade mínima necessária pra manter acesa a chama da relação foi parar lá no fundo do baú, juntamente com o romantismo e motivação pela diária batalha de fazer dar certo. Namoro nenhum acha seu rumo no piloto automático, e bússola pra convivência só ajuda se as partes se derem, ao menos, o trabalho de procurar seu norte conjunto. E de herança fica apenas a amarga a sensação de que o que faltou foi nada mais que energia e boa vontade. Energia que sempre existiu, porém deu vazão apenas agora. Mudar tanto tão tarde vale a pena tanto assim?
Copo d'água e boquete, não se recusa a ninguém...
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