Felicidade é aquela coisa que a gente não sabe muito bem definir, quando muito sabe viver. Não é o tipo de coisa que se é ou não é. E sim se está, as vezes não está, e as vezes não se sabe.
Eu, por exemplo, mandei meu plantão de sobreaviso da Residência pro espaço e decidi que esse final de semana eu iria ser feliz. E fui. Soltei o cabelo, abri a janela do carro (abaixo à ditadura do ar condicionado) e fui mimbora pra Guaianazes. Ou, no caso, pra Pelotas, mesmo.
Não satisfeita, resolvi capturar o melhor ângulo do espelho de maquiagem. Tudo em prol da segurança na estrada e da esquiva ao sono do motorista.
Chegando em casa, mas que vergonha, fui flagrada com o pinto na mão. Renderia um conto para o Marcelinho, entretanto manterei a história privada em respeito a todos os envolvidos, especialmente a galinha da minha mãe.
Fazer poses estranhas na rua, quem nunca, né? Que atire a primeira pedra.
Todavia, praia deserta à noite, na chuva e no frio é só para os fortes. E conseguir aparecer na foto com cabelos aos vento e sem careta, merece comemoração. Sempre.
Agora, confesso, tentar voar atirando-se de um pedra é, no mínimo, estranho. Mas a gente faz coisas estranhas, mesmo. A quem interessar possa, to viva e bem. Fisicamente, pelo menos.
Nesse meio tempo aprendi a valorizar meu gosto musical. Desde então no meu carro só toca ROQUINROU. E ponto final.
E no fim, a vida é mesmo bela, a gente só tem que aprender por onde olhar. Tem que aproveitar nossos momentos de intimidade e alegria. E sobreviver aos instantes de desilusão. Cada boa boa gargalhada vale muito, muito a pena.
Especialmente porque o que, clichês a parte, o que a gente leva da vida é a vida que a gente leva. Portanto, liberte-se, sorria, grite, pule, ame.
Seja feliz. Eu estou tentando.