segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Felicidade

Felicidade é aquela coisa que a gente não sabe muito bem definir, quando muito sabe viver. Não é o tipo de coisa que se é ou não é. E sim se está, as vezes não está, e as vezes não se sabe. 

Eu, por exemplo, mandei meu plantão de sobreaviso da Residência pro espaço e decidi que esse final de semana eu iria ser feliz. E fui. Soltei o cabelo, abri a janela do carro (abaixo à ditadura do ar condicionado) e fui mimbora pra Guaianazes. Ou, no caso, pra Pelotas, mesmo. 



Não satisfeita, resolvi capturar o melhor ângulo do espelho de maquiagem. Tudo em prol da segurança na estrada e da esquiva ao sono do motorista. 




Chegando em casa, mas que vergonha, fui flagrada com o pinto na mão. Renderia um conto para o Marcelinho, entretanto manterei a história privada em respeito a todos os envolvidos, especialmente a galinha da minha mãe. 




Fazer poses estranhas na rua, quem nunca, né? Que atire a primeira pedra.  




Todavia, praia deserta à noite, na chuva e no frio é só para os fortes. E conseguir aparecer na foto com cabelos aos vento e sem careta, merece comemoração. Sempre.



Agora, confesso, tentar voar atirando-se de um pedra é, no mínimo, estranho. Mas a gente faz coisas estranhas, mesmo. A quem interessar possa, to viva e bem. Fisicamente, pelo menos.



Nesse meio tempo aprendi a valorizar meu gosto musical. Desde então no meu carro só toca ROQUINROU. E ponto final.




E no fim, a vida é mesmo bela, a gente só tem que aprender por onde olhar. Tem que aproveitar nossos momentos de intimidade e alegria. E sobreviver aos instantes de desilusão. Cada boa boa gargalhada vale muito, muito a pena.




Especialmente porque o que, clichês a parte, o que a gente leva da vida é a vida que a gente leva. Portanto, liberte-se, sorria, grite, pule, ame. 


Seja feliz. Eu estou tentando.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sinceridade não é uma qualidade.

Se tem uma coisa que eu aprendi a duras penas nessa vida, é que sinceridade não é uma qualidade. Sequer estou referindo-me àquela sinceridade cruel, grosseira, humilhante. Quando falo em sinceridade quero dizer apenas o mais literal sentido da palavra, falar a verdade, não mentir. Pelo menos não tão desnecessariamente.

Claro que eu não acho que sair por aí chamando as gordas de gorda é uma coisa coisa boa. Isso é falta de noção, de educação. Porém toda pessoa que tem bafo merece ter um amigo de verdade para avisar. Com sinceridade e sem ressentimentos. Eu gostaria.

Mas não é isso o que se vê. As pessoas não estão interessadas em opiniões sinceras, estão à procura de elogios que afaguem a autoestima. Quando ouvem a verdade ignoram e as vezes até se ofendem. E quando isso acontece retrucam, espetam, devolvem as palavras independente da intenção proferida. Talvez seja, em parte, daí o porquê dizem que de boas intenções o inferno está cheio.

Assim sendo, cansei de dizer que o óculos novo é pior que o antigo, ou insistir para o fulaninho estudar e tentar ser alguém na vida. Guardo minhas opiniões pra mim. Todos os vestidos novos são lindos, todas as pessoas emagreceram, todas as comidas estão maravilhosas. O mundo é bonito e perfeito. 

No fundo eu gostaria que me avisassem se eu saísse de casa com pasta de dente no rosto, ou com a camisa do avesso. Todavia esse é mais uma daquelas coisas que vou ter que acostumar a fazer sozinha e por mim mesma. Guardar meus pensamentos só pra mim enquanto confiro uma vez mais se está tudo dentro dos conformes antes de sair de casa. 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Constâncias e Inconstâncias da Vida da Gente

A vida da gente muda. As vezes melhora, as vezes piora. As vezes apenas muda. As vezes parece que muda, mas não muda. E as vezes parece que não muda, mas muda.

A gente se forma na faculdade. Roda na prova de residência. Começa a trabalhar. Troca de cabelo. Troca de emprego. Troca de cidade. Troca de namorado. Troca de cachorro. Troca de sonho de vida profissional. Aí passa na prova de residência. Troca de cidade de novo. Troca de cabelo mais uma vez. Troca de círculo social. Sem nem ao menos perceber, troca de vida.

Mas, então, se antes tudo parecia tão ruim, e agora tudo está tão diferente, por que parece tudo tão igual? Questão elementar. Porque o mundo muda de acordo com os olhos de quem o vê. E, por mais que o mundo ao redor tenha mudado, a visão do espectador permanece a mesma. Insatisfeita.

Então não adianta mudar o peso, o guarda-roupas ou a cor do cabelo. Tem que mudar a cabeça. É preciso aprender a olhar o mundo com outros olhos, a entender que as coisas até mudam, mas se a gente não mudar o pensamento junto com elas, o sentimento permanece o mesmo. E aí é como se nada tivesse mudado e fosse tudo sempre a mesma mesmice.

No fim das contas, a única constante da vida é toda essa inconstância da vida da gente. Nos resta, apenas, aprender a mudar e vivenciar cada novo momento como um momento novo, e não como reinvenções de coisas já ultrapassadas.