A vida da gente muda. As vezes melhora, as vezes piora. As vezes apenas muda. As vezes parece que muda, mas não muda. E as vezes parece que não muda, mas muda.
A gente se forma na faculdade. Roda na prova de residência. Começa a trabalhar. Troca de cabelo. Troca de emprego. Troca de cidade. Troca de namorado. Troca de cachorro. Troca de sonho de vida profissional. Aí passa na prova de residência. Troca de cidade de novo. Troca de cabelo mais uma vez. Troca de círculo social. Sem nem ao menos perceber, troca de vida.
Mas, então, se antes tudo parecia tão ruim, e agora tudo está tão diferente, por que parece tudo tão igual? Questão elementar. Porque o mundo muda de acordo com os olhos de quem o vê. E, por mais que o mundo ao redor tenha mudado, a visão do espectador permanece a mesma. Insatisfeita.
Então não adianta mudar o peso, o guarda-roupas ou a cor do cabelo. Tem que mudar a cabeça. É preciso aprender a olhar o mundo com outros olhos, a entender que as coisas até mudam, mas se a gente não mudar o pensamento junto com elas, o sentimento permanece o mesmo. E aí é como se nada tivesse mudado e fosse tudo sempre a mesma mesmice.
No fim das contas, a única constante da vida é toda essa inconstância da vida da gente. Nos resta, apenas, aprender a mudar e vivenciar cada novo momento como um momento novo, e não como reinvenções de coisas já ultrapassadas.
Outra coisa que não muda é que, sempre que precisar, meu ombro estará aqui. E minha capacidade de falar besteira para que tu dê risada também.
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