sexta-feira, 21 de maio de 2010

Todos os Dias

Sabe aqueles dias que a gente acorda gorda? Caso tu tenhas um pinto balançando entre as pernas sejas homem, até acredito que não tenhas a menor idéia do que estou falando, caso contrário, imagina um desses dias, o qual certamente faz parte da tua rotina, e vem chorar as mágoas junto comigo, pelo menos um pouquinho. Solidariedade. To precisando.

Vai dizer, tem dias que a gente acorda de uma maneira tal de obesidade que nem parece a mesma que foi dormir. Mágica? Castigo? Ou uma simples consequência da comilança do dia (ou semana) anterior. Aí a gente coloca uma roupa mais de gorda larguinha e toca a vida. O problema é quando a gente acorda e, não apenas o espelho, mas também aquela maravilhosa e preferida calça jeans nos encara, com aquele olhar acusador que só uma calça consegue ter e diz: "ha ha, palhaça, tu ta gorda". Todos os dias. Aí que ta o problema, no 'todos os dias'.

Assim sendo, gostaria muito que o indivíduo que teve o infeliz pensamento de que seria bacana armazenar energia para períodos posteriores de falta alimentar fosse tomar no seu respectivo olho lá daquele lugar, todo mundo sabe bem qual. Todos os dias. Juntamente com todas as pessoas geneticamente favorecidas que não são dotadas dessa capacidade de armazenamento calórico. Isso porque eu convivo muito bem com a obesidade intermitente, todavia a definitiva (que reina por aqui) faz desse mundo um lugar muito injusto.

Recalque, inveja, obesidade e ofensa gratuita, a gente vê por aqui.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Esmaltes

Eu, ser pensante que sou, preciso ter conhecimento e admitir minhas características, defeituosas ou não. Uma delas é que eu sou simplesmente compulsiva por esmaltes.Rosas, roxos, vermelhos, laranjas, azuis, verdes... ta, mentira, exagerei. Minha coleção abrage desde o rosa mais virgem até o vermelho mais puta. Quanto mais berrante, melhor.

Eis minha coleção:


Como podem notar, a preferência é para rosas, roxos e vermelhos, sabem como é, chamativos mas tradicionais. Essa moda de verde, amarelo e azul não foi bem aceita por aqui, e, aliás, nem ano de copa vai me convencer. Entretanto se o Brasil for para a final, fica a promessa pintura de unha decorativa para a torcida. Quanto ao laranja, até tentei, confesso, entretanto minha cútis desbotada não combinou em nada com a cor da moda. Paciência.

A verdada é que não existe a menor necessidade de eu ter todos esses tubinhos de meleca colorida, todavia eu sou completamente incapaz de entrar em uma farmácia (ou coisa que o valha) e não sair dela com pelo menos 2 frascos de esmalte obrigatoriamente diferentes (ainda que parecidos) dos que já possuo. Escolher qual será estreado primeiro é que é o dilema. O que me lembra que eu queria que todos os meus dilemas fossem como são os de 'fim de semana'.

Registro que eu mesma faço minhas unhas, incluindo pé, já desperdiço grana com tanta coisa banal, então economizo e ainda tenho horas de diversão brincando de fazer arte. No fim é só prática, mesmo. Ta que da última vem eu tirei um bife de quase cada dedo, mas são ossos do ofício. Lixo-as quadradas, meio que auto-punição porque arranham mais e quebram com mais facilidade. Feito isso, é hora de escolher a cobertura.

Dentre todos meus preferidos são estes:


Revelação, para mim, foram os esmaltes da Panvel. Preconceituosamente achei que seriam meio vagabundinhos e comprei só porque gostei da cor. Aí o troço se revela a melhor marca que já usei, não que meu "n" seja muito grande, é claro. Impala e Risque andam juntos e, pobre Colorama, que por tanto tempo liderou o mercado, perde muito em qualidade para os demais. Mas, gosto é gosto né.

Selecionada a cor, principalmente quando a escolha é um esmalte escuro, a base protetora é artigo indispensável. Lambuzo os dedos, esquizofrenicamente, com a dita cuja, facilita na hora de tirar os borrados dos cantos. Passo, então, a primeira mão do esmalte escolhido, sem muito cuidado com cobertura perfeita ou borrados. Deixo dar uma secada e passo a segunda mão, cuidando bastante para deixar bem uniforme, depois retiro os excessos mais grosseiros com um palitinho (desses que se compra por 5 centavos nas lojas de cosmético). Passo, então, o milagroso óleo secante, que não faz secar mais rápido porcaria nenhuma, mas dá uma proteçãozinha contra acidentes enquanto o esmalte não seca por si só.

Já com o óleo, enrolo um pedacinho de algodão na ponto do palito, deixando bem fininho, mergulho na acetona e me delicio despintando os dedos. Chato é quando no dedo tem o espaço de onde foi tirado um bife, felizmente o que não mata fortalece, dizem. Depois, principalmente para aquelas cores mais apagadinhas ou quando o esmalte é novo e, portanto, mais aguado, uma cobertura extra-brilho dá outra cara ao trabalho:


Terminada a saga, é só ter um pouquinho de paciência e deixar as mãos mais ou menos quietas pra não estragar a obra de arte. E falando em estragar, fico muito chateada quando alguém reclama que as unhas estão durando 3 dias, como se isso fosse muito pouco, pois comigo o dia número 3 já é hora de dar retoques. E olha que eu nem faço serviço manual que justifique a pouca duração.

Hoje, quarta-feira e primeiro dia oficial de férias de quem vos escreve, aproveitei para, futilmente, é claro, comprar esmaltes novos e divertir-me em uma tarde de corta-lixa-pinta. Inovando nas cores, escolhi para hoje "Arranha Céu", da Colorama:

Um cinzinha pra lá de sem graça, diga-se de passagem, variando um pouco dos tão frequentes rosas que carrego diariamente nas unhas. Compartilhadas minhas preferências e meus segredos (que de secretos não tem nada) sobre como faço minhas próprias unhas, preciso provrar que eu não sou só futilidade, mas também muito retardamento:


Viu como é um cinza sem graça?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Família, né.

A vida nos faz passar por determinadas provações, meique pra fazer a gente provar que é merecedor do tal sopro da vida. Eu, particularmente, acho que esse tal de deus aí, se é que existe, é um cara muito sacana, porque né, vamos combinar, só por ser parido neste mundo a gente já merecia um bônus por manutenção de saúde mental. Mas não, alguém teve a brilhante idéia de considerar que viver nesse mundinho de merda é uma dádiva, aí de tempos em tempos a gente tem que provar que merece seguir pagando o resto dos pecados por aqui. Do paraíso é que eu tenho medo.

Sem sombra de dúvida, mudança é uma dessas provações a que, sacanamente, somos submetidos. Claro que tem muito penitente aí que curte auto-flagelação, mas alôu mundo, não é o meu caso. Eu tava bem quietinha no meu canto, cheia de pêlos do meu cão, curtindo felicíssima uma internet de merda e uma TV a cabo pra lá de meia boca, sozinha, no centro da cidade. Aí minha mãe decide que meu irmão caçula vai co-habitar o mesmo ambiente que eu. Não satisfeita, decide que essa será uma alternativa permanente e parte em busca de um apartamento maior.

E agora, meus caros, cá estou eu, morando longe do centro, quase do lado da casa da minha "step-vó", com meus dois, é, DOIS irmãos divindo o quarto ao lado (porque habitar com um só não foi provação suficiente, né vida?), sem tv a cabo (porque é óbvio que a net ia complicar a minha vida), sem internet (porque também é obvio que a instalação preferencial seria pra quem precisa do auxílio da internet para a punheta diária) e, pasmem, sem meu cachorro, porque, né, fizeram votação com peso igual de voto pra todo mundo.

Aí quando eu digo pra lavarem a porra da louça que sujaram, ou não deixarem cuecas espalhadas pela casa, ou ainda não deixar o chão do banheiro encharcado depois do banho, eu que sou a chata mal humorada. E isso que eu nem to implicando muito com os banhos que demoram horas, porque, né, sou uma irmã legal e quero mais que se aliviem, na esperança que com isso aliviem é a mim. Mas né, cá entre nós, disputa pelo banheiro logo de manhã acaba com qualquer resquício de bom humor que possa ter acordado comigo.

Então, minha gente, TPM à parte, a vida ta colocando em xeque minha sanidade mental uma vez mais, mas né, não sou de ferro. Então no caso de dia desses eu ser encontrada na rua, pelada, suja e falando coisas sem sentido, lembrem que eu sou 'SUS Plus', ok? Na real eu me apego mesmo é no pensamento de que é temporário, mais 7 meses de martírio e então a doce redenção da formatura. E a partir desse dia, to pra te dizer, família só na visita anual de Ano Novo e OLHE LÁ!!! Sabem como é, né, eu amo mas não convivo. Viver com a família faz mal pros nervos.