Eis minha coleção:
Como podem notar, a preferência é para rosas, roxos e vermelhos, sabem como é, chamativos mas tradicionais. Essa moda de verde, amarelo e azul não foi bem aceita por aqui, e, aliás, nem ano de copa vai me convencer. Entretanto se o Brasil for para a final, fica a promessa pintura de unha decorativa para a torcida. Quanto ao laranja, até tentei, confesso, entretanto minha cútis desbotada não combinou em nada com a cor da moda. Paciência.
A verdada é que não existe a menor necessidade de eu ter todos esses tubinhos de meleca colorida, todavia eu sou completamente incapaz de entrar em uma farmácia (ou coisa que o valha) e não sair dela com pelo menos 2 frascos de esmalte obrigatoriamente diferentes (ainda que parecidos) dos que já possuo. Escolher qual será estreado primeiro é que é o dilema. O que me lembra que eu queria que todos os meus dilemas fossem como são os de 'fim de semana'.
Registro que eu mesma faço minhas unhas, incluindo pé, já desperdiço grana com tanta coisa banal, então economizo e ainda tenho horas de diversão brincando de fazer arte. No fim é só prática, mesmo. Ta que da última vem eu tirei um bife de quase cada dedo, mas são ossos do ofício. Lixo-as quadradas, meio que auto-punição porque arranham mais e quebram com mais facilidade. Feito isso, é hora de escolher a cobertura.
Dentre todos meus preferidos são estes:
Revelação, para mim, foram os esmaltes da Panvel. Preconceituosamente achei que seriam meio vagabundinhos e comprei só porque gostei da cor. Aí o troço se revela a melhor marca que já usei, não que meu "n" seja muito grande, é claro. Impala e Risque andam juntos e, pobre Colorama, que por tanto tempo liderou o mercado, perde muito em qualidade para os demais. Mas, gosto é gosto né.
Selecionada a cor, principalmente quando a escolha é um esmalte escuro, a base protetora é artigo indispensável. Lambuzo os dedos, esquizofrenicamente, com a dita cuja, facilita na hora de tirar os borrados dos cantos. Passo, então, a primeira mão do esmalte escolhido, sem muito cuidado com cobertura perfeita ou borrados. Deixo dar uma secada e passo a segunda mão, cuidando bastante para deixar bem uniforme, depois retiro os excessos mais grosseiros com um palitinho (desses que se compra por 5 centavos nas lojas de cosmético). Passo, então, o milagroso óleo secante, que não faz secar mais rápido porcaria nenhuma, mas dá uma proteçãozinha contra acidentes enquanto o esmalte não seca por si só.
Já com o óleo, enrolo um pedacinho de algodão na ponto do palito, deixando bem fininho, mergulho na acetona e me delicio despintando os dedos. Chato é quando no dedo tem o espaço de onde foi tirado um bife, felizmente o que não mata fortalece, dizem. Depois, principalmente para aquelas cores mais apagadinhas ou quando o esmalte é novo e, portanto, mais aguado, uma cobertura extra-brilho dá outra cara ao trabalho:
Terminada a saga, é só ter um pouquinho de paciência e deixar as mãos mais ou menos quietas pra não estragar a obra de arte. E falando em estragar, fico muito chateada quando alguém reclama que as unhas estão durando 3 dias, como se isso fosse muito pouco, pois comigo o dia número 3 já é hora de dar retoques. E olha que eu nem faço serviço manual que justifique a pouca duração.
Hoje, quarta-feira e primeiro dia oficial de férias de quem vos escreve, aproveitei para, futilmente, é claro, comprar esmaltes novos e divertir-me em uma tarde de corta-lixa-pinta. Inovando nas cores, escolhi para hoje "Arranha Céu", da Colorama:
Viu como é um cinza sem graça?
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