quarta-feira, 21 de maio de 2008

Renascimento

Pôr pingos nos is. Cortar os tês.
Todo mundo deveria ter conversas esclarecedoras com mais frequência na vida. Facilita o entendimento e permite o aprendizado. E entender e aprender é tudo na vida, não é?

Falando em entender e aprender, quando a nossa mãe nos manda estudar para ser alguém na vida, quando temos lá nossos 7 anos de idade, parece que a coisa vai ser agradável. Amiguinhos, professora e algumas novas lições a cada dia.

Quando chegamos no ensino médio tomamos conhecimento do tal vestibular, mas amigos, colegas, jardins, cantinas, saguões, bibliotecas e RPG fazem com que estudar para ser realmente alguém na vida não seja algo muito enfadonho.

Só depois de muito tempo de dedicação é que apercebemo-nos do que "lutar para crescer" realmente significa. Aprendemos que nosso esforço nunca é suficiente, o tempo que dispomos sempre é escasso, sempre tem alguma coisa importante que não sabemos, parece que todas as coisas que não sabemos são as importantes, sempre tem alguém que é melhor que nós em tudo, e, cada vez mais, as coisas simples tornam-se raras e o foco é cada vez menor. Velha história de que o ser humano, para ser realmente bom, tem que saber cada vez mais sobre cada vez menos. Poxa, é pedir demais para ser uma boa médica mas não necessariamente ser uma alienada quanto a coisas como física, química e história? A sensação que tenho é de que são coisas excludentes.

Tangenciando coisas que excluem uma a outra, estranho como as vezes excluímos pessoas das nossas vidas. Pessoas importantes outrora que depois um tempo parece que nem existiram. Engraçado como cometemos erros, como acreditamos em coisas erradas, como vemos as coisas de modo diferente daquilo que realmente se passa. Estranho como pomos o orgulho acima da amizade, o ressentimento acima da confiança, o medo acima da esperança. Triste como pequenos mal entendidos viram uma bola de neve e estragam coisas que tinham todos ventos a seu favor... e quando vê... naufragam.

Simbolizando por naufrágios, não é porque a carcaça caiu no fundo do oceano que deve ser esquecida, aliás, por mais que seja uma carcaça velha, quebrada e cheia de limo, ainda é uma carcaça, ainda conta sua história, ainda mostra o que já existiu e, sem dúvida alguma, pode ter seus artefatos reaproveitados. E, convenhamos, decoração moderna é muito prática, mas ninguém discorda que peças antigas, muito mais que exalam história, elas revivem o passado.

De fato eu gostaria de reviver alguns pontos do meu passado, porém a impossibilidade do fato não muda a questão de que o passado, muito embora não possa ser revivido, pode ser ressucitado, ou renascido, mais precisamente. Quantas Josefinas existem perambulando por aí em homenagem a suas avós? Isso aí, renascimento.

Portanto, depois de todos os pontos esclarecidos, estou pronta para renascer e permitir de coração aberto o ressurgimento. Que reapareçam a confiança, o carinho, o amor, o bem querer e todo e qualquer sentimento (que por ventura posso não lembrar algora) que esteja englobado em uma verdadeira amizade.

É possível? Claro que é, basta querer. E eu quero.

4 comentários:

  1. Ownnn, que bonitinho!

    Que bonitinha..

    Ainda nao estou em condicoes de repetir aquelas coisas nos recadinhos... mas espero que logo esteja

    Teh mais

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  2. ai eu preciso renascer para alguns sentimentos, e morrer para outros. Será isso possivel?

    beijos ;*

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  3. Oram vejam só, um espírito feminino em evolução dando seus primeiros passos (ou não seriam os primeiros?) no aprendizado do crescimento... Certamente não nos lembramos de muitas coisas, mas isso não importa agora... Não podemos mudar o que já foi mas podemos mudar o que está sendo e isto é que vale! Nhac! Nhac! Nhac!
    Beijos...
    Voei!

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  4. Hm... estava lendo esse post de nvo e queria entender pq tu escreveu essas coisas...

    :D TE amo

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