A meus queridos leitores, já aviso que o seguinte texto trata-se de medicina, mais especificamente hospício, mais especificamente ainda eu e o hospício e as pessoas do hospício. Para ajudar a evitar leituras entediantes sobre assuntos desinteressantes, sabem como é. Essa coisa de assuntos mais abordados 'ta em alta ultimamente, e a última coisa que quero são comentários vazios sobre um tema pouco interessante aos olhos de alguém. Por que eu não fecho o livro de comentários, então? Porque eu sempre gosto de receber comentários. Quem não gosta, não é? Ah, a audiência...
Mas onde eu estava mesmo? Ah, é... redação de volta às aulas, hospício e eu. Pois bem, pensando retrospectivamente desde aquele 02 de novembro de 2007 às 20:00, vejo como as coisas mudaram. E como as coisas não mudaram. A ala dos dependentes químicos continua abarrotada, é verdade. Assim como o crack continua a proliferar, marginais continuam a nos procurar e rebeliões continuam a se formar. Alguns ainda batem com a cabeça na parede, ainda masturbam-se em público, ainda choram aparentemente sem razão. Outros ainda tentam sacrificar seus filhos, ainda marcam encontros com amigos imaginários, ainda tentam tirar sua própria vida. Muita coisa nos arredores do hospício não mudou. E, sinceramente, não creio que venha a mudar.
Mas muita coisa mudou também. Mudou principalmente em mim. Eu sou mais dura e mais madura. Não compadeço de qualquer choro, não encaro qualquer pedido e não acredito em qualquer desculpa. Não mais sinto-me dimiuída, não mais tenho medo, não engulo desaforos. Muito aprendi e tudo devo às lições que pude tirar lá daqueles corredores escuros e quartos fedorentos cujas paredes conheces histórias que até esculápio duvida. Quem diria, feios também amam, loucos também... bem... deixa isso para uma próxima edição.
É, era só isso que eu tinha a dizer sobre 'o hospício e eu'. Bem que eu gostaria de poder fazer uma cartinha de agradecimento a todas as pessoas legais que eu conheci por lá, mas não é bem algo em tom de despedida que eu procuro, então deixa para a próxima. Quem sabe?
E de resto tudo segue numa boa, marcando o ritmo com os ponteiros do relógio. E a cada segundo que passa, e todos eles passam, mais idéias tenho a respeito de que coisas interessantes posso postar no meu blog. Fantasia entremeadas de indisposição a unir palavras harmonicamente. O cansaço destrói vidas... e blogs.
Mas onde eu estava mesmo? Ah, é... redação de volta às aulas, hospício e eu. Pois bem, pensando retrospectivamente desde aquele 02 de novembro de 2007 às 20:00, vejo como as coisas mudaram. E como as coisas não mudaram. A ala dos dependentes químicos continua abarrotada, é verdade. Assim como o crack continua a proliferar, marginais continuam a nos procurar e rebeliões continuam a se formar. Alguns ainda batem com a cabeça na parede, ainda masturbam-se em público, ainda choram aparentemente sem razão. Outros ainda tentam sacrificar seus filhos, ainda marcam encontros com amigos imaginários, ainda tentam tirar sua própria vida. Muita coisa nos arredores do hospício não mudou. E, sinceramente, não creio que venha a mudar.
Mas muita coisa mudou também. Mudou principalmente em mim. Eu sou mais dura e mais madura. Não compadeço de qualquer choro, não encaro qualquer pedido e não acredito em qualquer desculpa. Não mais sinto-me dimiuída, não mais tenho medo, não engulo desaforos. Muito aprendi e tudo devo às lições que pude tirar lá daqueles corredores escuros e quartos fedorentos cujas paredes conheces histórias que até esculápio duvida. Quem diria, feios também amam, loucos também... bem... deixa isso para uma próxima edição.
É, era só isso que eu tinha a dizer sobre 'o hospício e eu'. Bem que eu gostaria de poder fazer uma cartinha de agradecimento a todas as pessoas legais que eu conheci por lá, mas não é bem algo em tom de despedida que eu procuro, então deixa para a próxima. Quem sabe?
E de resto tudo segue numa boa, marcando o ritmo com os ponteiros do relógio. E a cada segundo que passa, e todos eles passam, mais idéias tenho a respeito de que coisas interessantes posso postar no meu blog. Fantasia entremeadas de indisposição a unir palavras harmonicamente. O cansaço destrói vidas... e blogs.
Concordo, um estágio em um hospício ao mesmo tempo quepode ser uma experiência enriquecedora também pode ser muito assustadora... Fizes-te mesmo então um estágio em um sanatório? Fico extremamente contente em saber que estás mais madura e forte, mas triste ao saber que tiveste que ter estas experiências em lugares realmente tristes, em minha opinião, não há na Terra lugar mais triste que um hospício... Muitas vezes tento compreender a loucura, mas acho uma loucura tentar entender a loucura, aliás, tentar entender a Humanidade já é difícil... Te admiro muito Cris, e tenho muito orgulho de ti...
ResponderExcluirMuitos, muitos beijos para ti minha querida e belíssima amiga!!!
:)
Nooosa, este seu post me deixou paralisado e pensativo....
ResponderExcluirOlá, já que o blog é um grande veiculo de comunicação, principalmente entre nós ... vim aqui deixar meu comentário.
ResponderExcluirSei que pode não parecer util, por isso sinta-se a vontade de apagar.
Mas quanto ao endurecer da vida, com certeza um hospicio ajuda, mas os anos por si só de encarregam dessa tarefa.
Atualmente eu olho pra traz e consigo perceber nitidamente em mim a diferença de 3 ou 4 anos atrás, caramba.... como eu era credula na humanidade e na bondade aquela época. Eu não tenho medo, mas talvez aos 50 eu esteja tão dura quanto uma rocha, mas essa é a vida!
Abraços Cris... !!!
Não há problema no fato de teres te endurecido e amadurecido.
ResponderExcluirTalvez eu ache isso porque também me enrijeci bastante.
Não sou médica, nem estudante de medicina, mas já vivi muito e muito tempo socada dentro de hospitais cuidando de meus pais.
Creio que bem mais do que uma criaça/adolescente deveria presenciar.
E isso também me fez não ter mais pena de sofrimentos pequenos e de não chorar por gente que exagera quando na verdade não tem quase nenhum problema.
Mas, o importante é que o sentimento não acabe todo. Você precisa continuar tendo esse amor que eu sei que existe dentro de ti.
E quanto a esses "loucos" dentro do hospício, infelizmente chegaram no extremo de seus "conflitos". Mas aqui fora tem vários destes.
Talvez com um pouco de racionalidade ainda, mas com uma angústia tão inexplicável quanto.
Ha, mas eu te amo viu. Sempre.
Eu fui uma vez no Hospital Espírita e, OLÔCO BICHO, espero que nunca mais...
ResponderExcluirTive contato com viciados em crack durante o curto período que fui policial. Bem chocante, a maioria muito magra e cheia de seqüelas. Mas nunca fui a uma unidade de tratamento, deve ser bem ruim.
ResponderExcluirMeu hospício e eu ^^
ResponderExcluirA minha casa me afetou profundamente... Conviver com minha família diariamente me fez uma pessoa mais dura e madura. Meus amigos loucos do CEFET me fizeram chorar muitas vezes com insanidades malucas. No meu quarto escuro e fedorento tenho aprendido várias lições ^^
Temos coisas em comum!! \0/ Yay
Já leu "A Casa do Delírio" sobre o manicômio judicial Franco da Rocha? É sensacional, super recomendo pra quem gosta do tema! :)
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPara voce conhecer a musiquinha Mary had a little lamb
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=RPxxrTs63rE&feature=related