Existem coisas nessa vida em que um dia a gente está, e, sem período adaptativo, logo no dia seguinte, a gente já não está mais. Vivo é um bom exemplo dessas coisas. Talvez nem tão bom assim, afinal tem muita gente por aí que passa em processo de morte por um longo período, mais tempo até que propriamente vivo, diga-se de passagem. E olha que não estou nem levando em consideração o lado filosófico que essa coisa toda de vivo e morto pode ter.
Outro bom exemplo é grávida. O ponto positivo é que para período de adaptação as pessoas comumente tem nove meses, excetuando-se, é claro, aquelas que "descobrem" a gestação com uns meses de atraso. Isso é para ninguém duvidar dos poderes da negação. Ou da oligofrenia. Entretanto, ao contrário do primeiro exemplo, prenhez é reversível, de modos naturais ou talvez não tão naturais assim. De novo não se leva em conta a filosofia da questão.
E da morte ao nascimento (ou vice-versa), o mais fiel exemplo da lista de efemeridades da vida (mas não da falta dela), é a por vezes inominada paixão. Tão doce, intempestiva, cruel e efêmera paixão, quão mais retilíneos porém menos floridos seriam nossos caminhos sem a presença daquela que pode ser a maior dádiva ou o pior castigo da vida de alguém. E como vendaval de verão, é coisa que vem sem avisar, devasta por onde passa e quando se vê já foi, deixando um rastro de destruição.
Poesia à parte, estar apaixonado é bem coisa de momento, hoje a gente está, amanhã já não está mais. E, para os corações aflitos, uma boa notícia, o inverso também é verdadeiro. Uma imensidão abandonada em um coração carente pode ser preenchida num piscar, e toda aquela solidão e encalhamento podem metamorfosear-se em uma belíssima e encantadora história de amor. Parágrafo bem emo esse, porém a idéia todo mundo entendeu, né?
A gente só não pode esquecer que tudo, absolutamente tudo tem seu respectivo fim. A começar pela gravidez, também o encalhamento (ufa!), e, é claro, paixão. No fim das contas tudo é coisa de momento, a grande diferença é que uns momentos duram mais, outros apenas parecem durar eternamente. Claro que não pra viver esperando sempre o fim, todavia também é inconcebível que se viva como se a eternidade fosse logo ali. O final é, de fato, sempre presente e sempre igual, tudo vira pó. Ou petróleo.
todas as coisas passam, o amor permanece!
ResponderExcluirQuerida, estou com muitassssss saudades. Acho que vou para Pelotas no feriadão de Carnaval.
ResponderExcluirMe espera, viu?!
Bjos
esse teu post me deixou com várias dúvidas...
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