Quem é que não gosta de fazer o bem ao próximo, não é mesmo? Pois é, eu gosto. Amo. E é isso que me realiza profissionalmente, independente do fato de eu não ter uma profissão. Vai dizer, aquela pessoinha, suja, fedida, escabelada , piolhenta e doente, cheia de 'poblemas' precisando de um apoio emocional, quem resistiria? Ainda mais porque é de conhecimento geral que uma internação hospitalar sem uma equipe de quatro "médicos" que nos acompanham, nos fazem responder quatro vezes a mesma pergunta (o que engloba alimentação, xixi e cocô), e nos examinam quatro vezes em apenas uma manhã a partir das 9h, oh, não seria uma verdadeira internação hospitalar, qualquer paciente precisa disso. E eu, gentilmente, estou lá para dar-lhes esse indispensável conforto.
Pois sim, quem não gostaria de gastar toda sua manhã examinando pacientes que já foram previamente examinados? Quem não agradeceria por fazer um trabalho completamente dispensável, assim, gratuitamente? Quem não sentiria-se agraciado por abrir mão do estudo para fazer o bem ao próximo? Ah... quantos não são os que me invejam, eu sou mesmo uma pessoa de sorte!! Tu não acha? Eu acho, é claro.
E quando a gente sente que o paciente realmente precisa de ajuda a sensação de dever cumprido é ainda maior, revigorante. Não existe nada de mais triste no mundo do que não ter com quem desabafar, não ter a quem culpar, não ter em quem descontar. Não é? Pois então, eu como uma boa altruista, regozijo-me com poucas coisas além de tentar conversar com a mãe de um menino de 12 anos em coma (adrenoleucodistrofia, pra quem quiser persquisar, a doença do filme O Óleo de Lorenzo). Ser ignorada, sentir que o frasco de soro vazio que não mais pinga é mais interessante do que eu, ter uma fralda suja esfregada na cara como prova de que o menino têm atividade intestinal, ser acusada de dopar uma criança que não acorda, e ser qualificada como qualquer uma em um lugar em que qualquer um é médico. Como é gratificante a sensação de ajudar um coração aflito que precisa desabafar. Infelizes aqueles que não têm essa oportunidade.
E, claro, nada disso seria plenamente válido caso o domingo não tivesse sido gasto dentro de um hospital, ocupado em pesquisas para elucidar a origem genética da doença, traçando planos de como triar possíveis manifestações da mãe ainda que apenas carreadora do gene recessivo (herança ligada ao "x", novamente pra quem quiser pesquisar) e assim minimizar possíveis sofrimentos atuais e futuros. A preocupação com um paciente só é válida quando fazemos tudo para ajudá-lo, juntamente com seus familiares. Ô, isso sim é que é invejável.
Ahh.. filantropia é mesmo um dom. E eu sou mesmo uma pessoa de muita sorte, tenho certeza. Alguém discordaria?
Pois sim, quem não gostaria de gastar toda sua manhã examinando pacientes que já foram previamente examinados? Quem não agradeceria por fazer um trabalho completamente dispensável, assim, gratuitamente? Quem não sentiria-se agraciado por abrir mão do estudo para fazer o bem ao próximo? Ah... quantos não são os que me invejam, eu sou mesmo uma pessoa de sorte!! Tu não acha? Eu acho, é claro.
E quando a gente sente que o paciente realmente precisa de ajuda a sensação de dever cumprido é ainda maior, revigorante. Não existe nada de mais triste no mundo do que não ter com quem desabafar, não ter a quem culpar, não ter em quem descontar. Não é? Pois então, eu como uma boa altruista, regozijo-me com poucas coisas além de tentar conversar com a mãe de um menino de 12 anos em coma (adrenoleucodistrofia, pra quem quiser persquisar, a doença do filme O Óleo de Lorenzo). Ser ignorada, sentir que o frasco de soro vazio que não mais pinga é mais interessante do que eu, ter uma fralda suja esfregada na cara como prova de que o menino têm atividade intestinal, ser acusada de dopar uma criança que não acorda, e ser qualificada como qualquer uma em um lugar em que qualquer um é médico. Como é gratificante a sensação de ajudar um coração aflito que precisa desabafar. Infelizes aqueles que não têm essa oportunidade.
E, claro, nada disso seria plenamente válido caso o domingo não tivesse sido gasto dentro de um hospital, ocupado em pesquisas para elucidar a origem genética da doença, traçando planos de como triar possíveis manifestações da mãe ainda que apenas carreadora do gene recessivo (herança ligada ao "x", novamente pra quem quiser pesquisar) e assim minimizar possíveis sofrimentos atuais e futuros. A preocupação com um paciente só é válida quando fazemos tudo para ajudá-lo, juntamente com seus familiares. Ô, isso sim é que é invejável.
Ahh.. filantropia é mesmo um dom. E eu sou mesmo uma pessoa de muita sorte, tenho certeza. Alguém discordaria?
Exatamente, é a minha opinião pessoal em relação à Medicina, é como um sacerdócio, virando algo filantrópico mesmo, exigindo "coragem" antes de tudo...
ResponderExcluirEu diria que tu és uma pessoa de muita nobreza interior e excelente caráter, e que dotada também de muito bom-humore ironia irás vencer em qualquer profissão que escolheres... Vendo tuas photos querida Cris, eu noto não apenas a beleza externa, mas a beleza interna, aquela que apesar de todos os dissabores da Medicina, e eles são muitos, esteja preparada, aquela que te ajuda a discernir, a crescer, a evoluir, e a se doar antes de tudo, ao próximo...
Tu não gostas de psicologia ou psiquiatria? São profissões também ligadas à área médica nas quais poderás ter o mesmo sabor de ajudar e amparar sem as cargas estressantes de horários que a Medicina nos impõe... De qualquer forma eu confio em ti. Para mim, basta! E eu acho que tens sim, muita sorte em seres maravilhosa e muito querida como o és, até por amigos virtuais como eu, que ainda não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, mas que sei que és ação, palavra e pensamento conjugados, e te deixo um beijo minha querida! Estou gripado, com gastrite, (mesmo assim continuo tomando café irlandês, sou um péssimo paciente eu confesso...) febre e calafrios, mas já melhorei, não tomei nenhum chá de alho (seria irônico confesso...) mas tomei um chá de asa de morcego que me está a curar...
Beijos super querida Cris!!!
Voei!
Oi....
ResponderExcluirBom, pode ser complicado tratar de pacientes que já foram medicados, ou ter uma fralda suja esfregada na cara.
Mas se fores pensar bem, não são apenas em situaçao de doença ou tramas pessoas que os seres humanos são mal-educados.
O trato com pessoas exige calma, paciencia.... quase um curso de meditação e budismo deveriam acompanhar profissoes com altas doses de contato humano.
Bom sei que tu és uma guria inteligente, que embora ainda não estejam explorando teu potencial da forma correta, no momento certo serás exigida e cobrada pelo teu intelecto e receberás recompensas gratificantes por isso. Lembraras dos tempos de faculdade como tempos que embora não fossem gratificantes te exigiram nervos suficientes pra aguentar alguns desaforos. Mas é assim, na vida tudo tem que se treinar, inclusive a paciencia.
Cris, beijão e com o tempo dá tudo certo ;)
Pq sera que as pessoas relacionam paciencia com budismo??
ResponderExcluirAff...
Entao, como eu disse... espero os 18000 reais que te faram ter o luxo e a felicidade a ponta de um cartao de credito.
E tenho dito