Dizem que dizer azar da azar. Eu, particularmente, não acredito muito nisso, até porque azar nada mais é que uma probalidade que não deu certo. O problema é quando os resultados tem uma tendência pouco provável de reunirem-se sempre no espectro negativo das probabilidades. Explicação pra isso? Azar mesmo.
Assim sendo, pessoas não favorecidas pelas probabilidades, como eu, deveriam reconhecer os famosos "dias de não sair da cama" e, de fato, permanecer na cama. E então esperar que as ondas refratem e toda a energia da má sorte se dissipe ao redor do indivíduo. Mas é claro que não, a gente sempre pensa que não tem como ficar pior, e ainda se surpreende quando piora. Ah, como piora.
E olha que eu nem conto como falta de sorte cair no hospital, duas vezes, na frente dos pacientes, em um mesmo plantão, esquecer do horário de fechar o bar do hospital e ficar sem comer até o dia seguinte. Isso na minha vida é normal. Até aquela bagunça com os plantões do estágio também é dotada de certa normalidade na minha vida. Entretanto tudo, absolutamente tudo nessa vida tem limite. Ou deveria ter.
Estava eu ontem, linda e loira, tomando o banho nosso de cada dia, com o cabelo ensaboado, perdida em espuma, maquinando mentalmente qual seria a roupa da noite. É nesse ponto que sinto cheiro a queimado e vejo fumaça. Até passa pela minha cabeça a piada de "loira pensando", entretanto não acho que pensamentos em roupa se enquadrem nessa analogia. Foi então que o medo de morrer eletrocutada pós um breve choque fez com que eu apercebesse-me das chamas que tomavam conta do chuveiro. Toda aquela baboseira de "minha vida passou em um segundo por minha mente" de fato não passa de baboseira, até que tudo passou eu só restou-me a água fria. Obviamente o dia não estava quente.
Terminei meu banho gelado, vesti-me, maquiei-me e fui pra noite, pensando que o azar do dia estava gasto, só podia me dar bem. Pobrezinha de mim que não me conheço e subestimo as probabilidades. Na hora de pagar a conta fui pegar o cartão na bolsa e... ops, cadê a bolsa? É, a bolsa em cujo interior estavam dinheiro, identidade, cartão do banco, comanda do lugar e a chave de casa.
E aí, negrinho, é mole ou quer mais? Murphy, também te amo.
Assim sendo, pessoas não favorecidas pelas probabilidades, como eu, deveriam reconhecer os famosos "dias de não sair da cama" e, de fato, permanecer na cama. E então esperar que as ondas refratem e toda a energia da má sorte se dissipe ao redor do indivíduo. Mas é claro que não, a gente sempre pensa que não tem como ficar pior, e ainda se surpreende quando piora. Ah, como piora.
E olha que eu nem conto como falta de sorte cair no hospital, duas vezes, na frente dos pacientes, em um mesmo plantão, esquecer do horário de fechar o bar do hospital e ficar sem comer até o dia seguinte. Isso na minha vida é normal. Até aquela bagunça com os plantões do estágio também é dotada de certa normalidade na minha vida. Entretanto tudo, absolutamente tudo nessa vida tem limite. Ou deveria ter.
Estava eu ontem, linda e loira, tomando o banho nosso de cada dia, com o cabelo ensaboado, perdida em espuma, maquinando mentalmente qual seria a roupa da noite. É nesse ponto que sinto cheiro a queimado e vejo fumaça. Até passa pela minha cabeça a piada de "loira pensando", entretanto não acho que pensamentos em roupa se enquadrem nessa analogia. Foi então que o medo de morrer eletrocutada pós um breve choque fez com que eu apercebesse-me das chamas que tomavam conta do chuveiro. Toda aquela baboseira de "minha vida passou em um segundo por minha mente" de fato não passa de baboseira, até que tudo passou eu só restou-me a água fria. Obviamente o dia não estava quente.
Terminei meu banho gelado, vesti-me, maquiei-me e fui pra noite, pensando que o azar do dia estava gasto, só podia me dar bem. Pobrezinha de mim que não me conheço e subestimo as probabilidades. Na hora de pagar a conta fui pegar o cartão na bolsa e... ops, cadê a bolsa? É, a bolsa em cujo interior estavam dinheiro, identidade, cartão do banco, comanda do lugar e a chave de casa.
E aí, negrinho, é mole ou quer mais? Murphy, também te amo.
A maior prova do teu azar é ter sido escolhida por mim, um grande chato, pra ser amiga...
ResponderExcluirMas enfim, se precisar de alguém pra arrombar tua porta ou falsificar tua identidade pode contar comigo.
Bjããão
♥