Claro que nenhum dia é igual a outro, mesmo dentro de uma rotina bem fechada e limitada, como a de um estudante de medicina ortodoxo, mais ou menos assim como eu. E é cada uma dessas coisas diferentes dentro da mesmice que torna cada dia um momento especial, o qual não poderá ser recuperado, de modo que não deve ser disperdiçado. Apenas um instante é tempo suficiente para construir um grande amor, destruir uma sincera amizade, gerar uma vida ou desmontar o mundo de alguém. Nada mais que um mísero instante.
Quem diria que eu, a senhora crise de choro com 'leves' pitadas de melancolia, falando em aproveitar cada segundo que não volta mais. Felizmente eu tenho, ao contrário de muitos, a capacidade de absorver conhecimentos e aproveitar ensinamentos que a mim são oferecidos porém disponibilizados apenas mediante reflexão. Tentando ser um pouco mais explícita, a aula de psiquiatria hoje deixou-me mais pensativa que o habitual, levando-me, consequentemente, a mais dúvidas e quem sabe conclusões que o costumeiro. Como o espaço é restrito e minhas filosofias são um tanto quanto desinteressantes para a população em geral, irei ater-me àquela sequência de acontecimentos levando a um desfecho que, sem dúvida, surpreendeu-me. Independentemente se a causa seja reconhecimento, surpresa ou qualquer outra coisa que mentes criativas possam imaginar, de fato eu nunca havia imaginado e analisado as coisas por esse ponto, mas pensando bem, é bastante lógico que assim aconteça.
Comecemos por imaginar uma família, pai, mãe e filho(a). E nessa família o pai, por alguma razão, é extremamente autoritário. Quando digo autoritário refiro-me a algo mais ou menos do tipo: não se comemora Natais ou Ano Novo; sem festas de aniversário; sem brinquedos pela casa; sem visitas de amigos ou a amigos; "Esse boletim com notas boas não é nada mais que a tua obrigação"; e assim por diante, embora talvez não tão exagerado. Para uma criança em desenvolvimento de sua personalidade, por volta de seus 2 a 3 anos até sua fase adulta, esse tipo de criação tem repercussões não apenas na personalidade, mas o modo como o adulto irá encarar certos fatos da vida baseado em sensações, experiências e impressões anteriores, ainda que não possua lembranças claras e conscientes das mesmas.
Uma pessoa que tenha sido criada em um ambiente de restrição como o citado acima, inevitavelmente ficará, de modo muito intrínseco, com a idéia de que sentir prazer é uma coisa ruim ou feia. Qual o primeiro e mais fácil modo que vem à mente das pessoas quando a questão é sentir prazer? Sexo, obviamente. Assim sendo, muitas pessoas que hoje têm dificuldades sexuais, como anorgasmia (falta de orgasmo), disfunção erétil (não levanta), dentre outros, podem ter a raíz de seu problema lá na infância, quando ficou estabelecido que sentir prazer é uma coisa feia, gerando um forte sentimento de culpa o qual impede que a pessoa entregue-se ao ato, impedindo, então, o prazer da forma completa que o ato sexual permite (não apenas o orgasmo, mas o carinho, a cumplicidade, a presença do companheiro(a) e etc).
Quantos momentos deixa-se de viver por medos, traumas, lembranças ruins, erros passados, melancolia, desestímulo, falta de amor? Poxa, o tempo é tão curto e mesmo assim cada coisa gera incríveis consequencias posteriores (efeito borboleta, han?). Nesses momentos chego à (temporária, infelizmente) conclusão de que, muitas de nossas travas não poderemos mudar, por que, então, perder tempo por travas impostas por nós mesmos, as quais são, via de regra, perfeitamente solucionáveis e contornáveis? Saber aproveitar o lado positivo (que todas as coisas têm) é a quase inalcançável arte de ser feliz.
Quem diria que eu, a senhora crise de choro com 'leves' pitadas de melancolia, falando em aproveitar cada segundo que não volta mais. Felizmente eu tenho, ao contrário de muitos, a capacidade de absorver conhecimentos e aproveitar ensinamentos que a mim são oferecidos porém disponibilizados apenas mediante reflexão. Tentando ser um pouco mais explícita, a aula de psiquiatria hoje deixou-me mais pensativa que o habitual, levando-me, consequentemente, a mais dúvidas e quem sabe conclusões que o costumeiro. Como o espaço é restrito e minhas filosofias são um tanto quanto desinteressantes para a população em geral, irei ater-me àquela sequência de acontecimentos levando a um desfecho que, sem dúvida, surpreendeu-me. Independentemente se a causa seja reconhecimento, surpresa ou qualquer outra coisa que mentes criativas possam imaginar, de fato eu nunca havia imaginado e analisado as coisas por esse ponto, mas pensando bem, é bastante lógico que assim aconteça.
Comecemos por imaginar uma família, pai, mãe e filho(a). E nessa família o pai, por alguma razão, é extremamente autoritário. Quando digo autoritário refiro-me a algo mais ou menos do tipo: não se comemora Natais ou Ano Novo; sem festas de aniversário; sem brinquedos pela casa; sem visitas de amigos ou a amigos; "Esse boletim com notas boas não é nada mais que a tua obrigação"; e assim por diante, embora talvez não tão exagerado. Para uma criança em desenvolvimento de sua personalidade, por volta de seus 2 a 3 anos até sua fase adulta, esse tipo de criação tem repercussões não apenas na personalidade, mas o modo como o adulto irá encarar certos fatos da vida baseado em sensações, experiências e impressões anteriores, ainda que não possua lembranças claras e conscientes das mesmas.
Uma pessoa que tenha sido criada em um ambiente de restrição como o citado acima, inevitavelmente ficará, de modo muito intrínseco, com a idéia de que sentir prazer é uma coisa ruim ou feia. Qual o primeiro e mais fácil modo que vem à mente das pessoas quando a questão é sentir prazer? Sexo, obviamente. Assim sendo, muitas pessoas que hoje têm dificuldades sexuais, como anorgasmia (falta de orgasmo), disfunção erétil (não levanta), dentre outros, podem ter a raíz de seu problema lá na infância, quando ficou estabelecido que sentir prazer é uma coisa feia, gerando um forte sentimento de culpa o qual impede que a pessoa entregue-se ao ato, impedindo, então, o prazer da forma completa que o ato sexual permite (não apenas o orgasmo, mas o carinho, a cumplicidade, a presença do companheiro(a) e etc).
Quantos momentos deixa-se de viver por medos, traumas, lembranças ruins, erros passados, melancolia, desestímulo, falta de amor? Poxa, o tempo é tão curto e mesmo assim cada coisa gera incríveis consequencias posteriores (efeito borboleta, han?). Nesses momentos chego à (temporária, infelizmente) conclusão de que, muitas de nossas travas não poderemos mudar, por que, então, perder tempo por travas impostas por nós mesmos, as quais são, via de regra, perfeitamente solucionáveis e contornáveis? Saber aproveitar o lado positivo (que todas as coisas têm) é a quase inalcançável arte de ser feliz.
É, se fosse tão simples ver o lado positivo...
ResponderExcluirAs coisas desandaram hoje...
Desejo ver-te sim, e esse teu post me inspirou a fazê-lo logo.
Agora que vi que comentaste no meu post futebolístico...
ResponderExcluirRealmente, é reconfortante saber que posso, ao menos, conversar contigo.
Vou desmarcar umas coisas, mexer nuns horários para fazer-me mais disponível.
Oi linda amada!!!! Sinto saudades quilométricas também e não vejo a hora de te esmagar de abraços e conversar por horas! O tempo passa bem depressa, e quando menos a gente esperar, vou estar por ai!
ResponderExcluirMais uma vez te parabenizo, tu escreves maravilhosamente bem e tua linha de raciocínio é muito boa. O assunto deste teu texto em especial é bastante interessante.
As "travas" que a gente tem são realmente muito difícieis de lidar.
Mas esses pequenos instantes que mudam as coisas valem a pena. Por exemplo, cada segundo que eu passo contigo, me torna muito melhor.
Bjo linda!!! Te amo.
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ResponderExcluirhahaha
ResponderExcluirSou chata é??? Que nada... é o blogger que dá pau e não dá para postar às vezes... mas escreva de novo outra horinha que dá!
Saiba que todo desafio só é desafio quando nos impele a fazer algo que, naturalmente, nos daria medo. Então, aceite os desafios, encare-os, vença-os. Eu sei que tu pode. =)
beijo
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ResponderExcluirÉ a pequena polyanna que mora em cada um de nós. No meu caso ela é grande, se transformou num alter-ego que divide espaço com a outra, arlequina.
ResponderExcluirEua cho que todo mundo tem a inerente capacidade de ser feliz. Não vou nem dizer que a gente é que complica, pq ninguém em sã consciência iria atrapalhar a própria vida, mas às vezes não fazemos tudo pra que as coisas fiquem bem. E sobre fazer tudo eu quero dizer saber a hora de atacar e a hora de recuar. Essa é a grande questão ;)
Finalmente te linkei aeaeaeae! :D
Amiguinha. Tu realmente é uma das poucas pessoas que posso contar. Te amo.
ResponderExcluirSabe, acho que vou pra Pelotas no feriado de 1 de maio. Mas ainda nao é certo, tenho que ver aqui na empresa se vou ter o feriadão.
Nesse feriado do dia 21 nao vai dar pois to fazendo um curso final de semana.
Mas vai passar rápido e a gente vai matar a saudadeeeee.
Bjos, fica bem.
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