Lágrimas escorriam daqueles olhos verdes. "Teus olhos são lindos demais para estarem chorando", eram as palavras que ecoavam naquela mente embaralhada, enquanto ela tentava reprimir a água corrente. Úmido e sujo de maquiagem borrada estava o travesseiro em que a aquela pesada cabeça escorava-se. Ali, em posição fetal, no silêncio da madrugada, um coração sofria, dentre tantos mais sob a luz do luar.
Como tudo havia chegado àquele ponto? Era uma pergunta que ela não saberia responder, pelo menos, dentre os próximos anos. Não enquanto a experiência não lhe tirasse da insegurança infantil e a conduzisse à confiança de mulher madura e dona do mundo. O que aqueles olhos verdes ainda não sabiam é o tamanho do seu poder, e principalmente, até onde o poder de uma mulher pode conduzi-la.
Muitas eram as perguntas não respondidas que assolavam aquela mente perdida e coração sofrido. Talvez fosse exatamente esse o maior motivo de tanta dor, a nua e crua falta de respostas. É difícil lidar com a insegurança enquanto se anda de balanço, ainda que calçando saltos altos. Sim, a insegurança fazia brotar salgadas e amargas lágrimas daqueles belos e inchados olhos verdes, adornos de uma cabeça pesada que afogava-se em um travesseiro que, inutilmente, tentava substituir um colo que talvez jamais fosse assumir seu lugar.
Ela não era o tipo de mulher que sabia esperar. Mal continha-se a esperar em filas de banco, certamente não seria pelos acontecimentos que esperaria pacientemente. A dona dos olhos verdes, ainda que fosse jovem demais para aperceber-se, era do tipo "mulher completa". Era daquelas mulheres que tem o mundo girando ao seu redor sem precisar fazer fiasco para isso. Mulher que tem o domínio das situações, ainda que sem onipresença, tem certeza das coisas a seu redor e age como se, em todo seu esplendor, permitisse que as coisas sejam como são. Não era do tipo de mulher que aproveitas as oportunidades, mas que as origina, utilizando os limões da vida com vodca e açúcar, jamais permitindo que esses tornem-se problemas.
Ela lutava contra a injustiça, e principalmente contra a ignorância. Atentava cada mísero passo, evitando o erro e o sofrimento, mesmo que às custas de sua própria dor. Era cuidadosa para que ninguém se ferisse, não houvesse mágoas, rancor ou ressentimentos com suas passadas. Ainda não havia aprendido que não podia abraçar os problemas do mundo, e que pisar na grama seria absolutamente necessário caso quisesse andar sobre ela. Ela ainda amava demais. Em breve perceberia que ser o centro de sua própria vida não era um pensamento mau, apenas necessário, pois ninguém a amaria mais do que ela mesma. Pobre criança, estava aprendendo a conhecer a si mesma.
Todavia, em meio a todas as lágrimas, de uma coisa ela sabia, e disso tinha certeza. Era uma romântica incurável. Ela amava. Ela sentia. Portanto, ela sofria. Era irremediavelmente humana. E exatamente por isso confiava. Confiava na sinceridade, no sentimento, nas promessas. Confiava porque era de sua índole confiar, e porque não apostar e não se entregar seria ir contra ela mesma. Ela que não suportava não ouvir ou deixar de ser ouvida. Ainda que terminasse em lágrimas, que fosse eterno e intenso, especialmente intenso, enquanto durasse. Ela entregava-se porque nenhuma dor poderia ser maior do que a culpa de não ter tentado ao máximo que tudo desse certo, ainda que não soubesse exatamente o que "dar certo" significava.
E essa, nua e crua, é ela. A dona de belos olhos verdes que choram. Moradora de um corpo quente (pelo menos acima dos joelhos) que não sabe não se entregar. Portadora de um coração enorme que ama e que sofre, e que então faz com que os olhos chorem. Criança dona do mundo, mulher dona de si mesma. Insegura a ponto de, ainda que rodeada de gente, sentir-se sozinha e desamparada. Mulher madura que as vezes brinca de balanço. Criança insegura que as vezes anda de salto alto.
E por muito tempo mais ela chorou. Sozinha. Até que então adormeceu. Talvez tenha até sonhado. E então acordou para um novo dia.
Como tudo havia chegado àquele ponto? Era uma pergunta que ela não saberia responder, pelo menos, dentre os próximos anos. Não enquanto a experiência não lhe tirasse da insegurança infantil e a conduzisse à confiança de mulher madura e dona do mundo. O que aqueles olhos verdes ainda não sabiam é o tamanho do seu poder, e principalmente, até onde o poder de uma mulher pode conduzi-la.
Muitas eram as perguntas não respondidas que assolavam aquela mente perdida e coração sofrido. Talvez fosse exatamente esse o maior motivo de tanta dor, a nua e crua falta de respostas. É difícil lidar com a insegurança enquanto se anda de balanço, ainda que calçando saltos altos. Sim, a insegurança fazia brotar salgadas e amargas lágrimas daqueles belos e inchados olhos verdes, adornos de uma cabeça pesada que afogava-se em um travesseiro que, inutilmente, tentava substituir um colo que talvez jamais fosse assumir seu lugar.
Ela não era o tipo de mulher que sabia esperar. Mal continha-se a esperar em filas de banco, certamente não seria pelos acontecimentos que esperaria pacientemente. A dona dos olhos verdes, ainda que fosse jovem demais para aperceber-se, era do tipo "mulher completa". Era daquelas mulheres que tem o mundo girando ao seu redor sem precisar fazer fiasco para isso. Mulher que tem o domínio das situações, ainda que sem onipresença, tem certeza das coisas a seu redor e age como se, em todo seu esplendor, permitisse que as coisas sejam como são. Não era do tipo de mulher que aproveitas as oportunidades, mas que as origina, utilizando os limões da vida com vodca e açúcar, jamais permitindo que esses tornem-se problemas.
Ela lutava contra a injustiça, e principalmente contra a ignorância. Atentava cada mísero passo, evitando o erro e o sofrimento, mesmo que às custas de sua própria dor. Era cuidadosa para que ninguém se ferisse, não houvesse mágoas, rancor ou ressentimentos com suas passadas. Ainda não havia aprendido que não podia abraçar os problemas do mundo, e que pisar na grama seria absolutamente necessário caso quisesse andar sobre ela. Ela ainda amava demais. Em breve perceberia que ser o centro de sua própria vida não era um pensamento mau, apenas necessário, pois ninguém a amaria mais do que ela mesma. Pobre criança, estava aprendendo a conhecer a si mesma.
Todavia, em meio a todas as lágrimas, de uma coisa ela sabia, e disso tinha certeza. Era uma romântica incurável. Ela amava. Ela sentia. Portanto, ela sofria. Era irremediavelmente humana. E exatamente por isso confiava. Confiava na sinceridade, no sentimento, nas promessas. Confiava porque era de sua índole confiar, e porque não apostar e não se entregar seria ir contra ela mesma. Ela que não suportava não ouvir ou deixar de ser ouvida. Ainda que terminasse em lágrimas, que fosse eterno e intenso, especialmente intenso, enquanto durasse. Ela entregava-se porque nenhuma dor poderia ser maior do que a culpa de não ter tentado ao máximo que tudo desse certo, ainda que não soubesse exatamente o que "dar certo" significava.
E essa, nua e crua, é ela. A dona de belos olhos verdes que choram. Moradora de um corpo quente (pelo menos acima dos joelhos) que não sabe não se entregar. Portadora de um coração enorme que ama e que sofre, e que então faz com que os olhos chorem. Criança dona do mundo, mulher dona de si mesma. Insegura a ponto de, ainda que rodeada de gente, sentir-se sozinha e desamparada. Mulher madura que as vezes brinca de balanço. Criança insegura que as vezes anda de salto alto.
E por muito tempo mais ela chorou. Sozinha. Até que então adormeceu. Talvez tenha até sonhado. E então acordou para um novo dia.
Kem eh ela, para eu dar uns pega?
ResponderExcluirahahahaa
Te amo
Ela não é mulher de se dar pegas tchê!!
ResponderExcluirEla que te pega, não tu que pega ela
;)
Entao tu realmente precisa me dizer onde que ela tah XD
ResponderExcluirTO loco para ser pegado
Ok, eu escrevi um meme e te amaldicoei para tu ter que responde-lo. Ele tem como tema: 25 coisas que eu aprendi com o RPG.
ResponderExcluirC'mon... Tu aprendeu coisas jogando q eu sei. :D
http://mcorrcol.blogspot.com/2009/02/meme-do-rpg.html
Responda logo, viu?
Bem interessante o post.
ResponderExcluirhttp://desabafos-solitarios.blogspot.com/
visitas...
ResponderExcluirA dona dos olhos verdes que choram, é a mesma dona dos olhos verdes que me encantam, me alegram e me deiam esperançoso.
ResponderExcluir=]
Realmente, esses lindos olhos verdes nao deviam chorar, jamais.
ResponderExcluirUma das piores dores, é a dor da insegurança, a dor de nao saber o "porque", o "como" e nem se é verdade...
O amor nao devia ser, mas é uma das maiores fontes de sofrimento, embora nao seja a melhor coisa do mundo, ele é necessario, pois assim como o metal, que presisa ser esquentado e martelado para ficar mais forte, nós tb presisamos sofrer as veses para ficarmos mais fortes...
e realmente nao importa quanto tempo dure, mas sim que seja "eterno e intenso enquanto dure"
S2 forever
=****
Heuheehuhehuhe, Moisés e Cris juntos é diversão na certa, deveriam fazer um sitcom, Friends 2 juntando todo mundo, heuheheuhehhe, chora não moça de olhos verdes, amanhã é um novo dia... E nóis tudo ama ocê! ^^
ResponderExcluirPoisé... a vida é cheia de belos olhos que choram. E é tudo a tal da dona insegurança, quase sempre... Se não, Freud não teria dito: "Como fica forte uma pessoa é segura de ser amada".
ResponderExcluirBut anyway, se quiser conversar eu posso ser tua "amiga-terapeuta"... rs
Beijos, moça.
Qualquer coisa, grita! ^^
Ah, é "Como fica forte uma pessoa quando é segura de ser amada"
ResponderExcluirOu quase isso! X)~